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Mal súbito na cadeira do dentista
Doutor João Responde

Mal súbito na cadeira do dentista

De vez em quando, a homeostase sai do nosso interior e a situação a substitui por sinais e sintomas. Nesse momento, a coragem desparece e deixa um medo irrespirável. Não é o combate que vai faltar, mas o desmentido de que somos eternos.

Certamente você já deve ter ouvido falar de alguém que tenha passado mal durante um atendimento odontológico. Existem pessoas que quase perdem a consciência e outras que chegam a desmaiar.

Algumas manifestações clínicas podem atingir os pacientes e amedrontar os dentistas.
Uma delas é a lipotimia, mal-estar passageiro, geralmente associado a uma sensação de angústia e iminente desfalecimento. A pessoa fica pálida, começa a suar, pode relatar zumbidos nos ouvidos e visão turva, embora não ocorra a perda da consciência.

O fator desencadeante é o medo, que aumenta o consumo de oxigênio no cérebro.

Alterações de origem cardiovascular, hipoglicemia e uso de medicamentos tranquilizantes e antidepressivos costumam produzir lipotimia.

Diante disso, o dentista deve acalmar o paciente, afrouxar suas roupas, colocá-lo em posição inclinada, com as pernas elevadas. Caso não haja melhora, procurar auxílio médico.

Outra situação é a síncope, onde ocorre a perda repentina da consciência.

O desmaio é desencadeado pela diminuição do fluxo sanguíneo cerebral, podendo ter causas neurológicas, metabólicas, ansiedade extrema, debilidade física e hipotensão arterial.

Além das recomendações dos casos de lipotimia, convém suspender o atendimento e acionar suporte médico.

Uma causa frequente de mal súbito é a hipoglicemia, que consiste na redução da glicose sanguínea. Hipoglicêmico, o paciente torna-se irritado, pálido e confuso.

Diabéticos podem apresentar hipoglicemia, cujo gatilho está relacionado com o emprego de dose excessiva de insulina, jejum e exercícios físicos prolongados. O estresse também pode precipitar a queda de glicose.

Oferecer algo doce ao paciente costuma surtir efeito. Mesmo havendo melhora, depois de meia hora ele deve ser dispensado.

O reverso da hipoglicemia provoca sintomas similares. Esse quadro é consequência do abuso de açúcar.

Caso o paciente seja diabético, o protocolo sugere aplicação de insulina. É importante deixar claro que o excesso faz menos mal que a falta de glicose.

Por esse motivo, na dúvida entre hipoglicemia e hiperglicemia, é melhor considerar como sendo causado pela primeira.

Alguns indivíduos podem apresentar hipotensão ortostática durante o tratamento dentário.

Essa queda brusca da pressão arterial acontece quando a pessoa assume a posição vertical.

É uma situação relativamente comum, pois muitos pacientes querem levantar logo da cadeira depois que o procedimento é concluído, principalmente após extrações dentárias.

Diante disso, basta pedi-lo para sentar novamente e aguardar a recuperação.

Muitos indivíduos associam o fato de passar mal com a anestesia. Entretanto, na maioria das vezes o problema não está relacionado à droga, mas ao temor da agulha.

Existem situações especiais, como convulsões, distúrbios cardiovasculares, insuficiência respiratória, reações alérgicas, hemorragias incontroláveis, entre tantas outras, em que o dentista vê-se em apuros.

Felizmente, esses quadros são raros. O profissional deve ficar atento, analisando sempre a história clínica registrada no prontuário do paciente.

Coragem não é ausência de medo, mas a resistência e o domínio do medo. O acionamento rápido do serviço de emergência poderá salvar a vida do paciente.

Primeiros socorros são imperiosos, desde que não atrasem o pronto atendimento especializado.

A vida é a mais complexa improvisação do tempo, ora aliado, ora rival.


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