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Maioria dos universitários não sabe o que fazer depois da formatura


As universitárias Amanda Dassié, 21, e Tânia Maria Silva, 32, que estudam, respectivamente, Direito e Administração, afirmam que já escolheram suas áreas de atuação. (Foto: Beto Morais / AT)
As universitárias Amanda Dassié, 21, e Tânia Maria Silva, 32, que estudam, respectivamente, Direito e Administração, afirmam que já escolheram suas áreas de atuação. (Foto: Beto Morais / AT)

Um levantamento realizado com 2 mil jovens brasileiros apontou que 82% não sabem ou têm dúvida do que fazer profissionalmente depois da formatura. Apesar de estarem fazendo faculdade, eles ainda não escolheram qual área seguir dentro do curso.

A pesquisa foi divulgada recentemente pelo Cmov - Construção Carreiras, instituição de orientação profissional, e apontou também que 78% não sabem ainda em que e como se capacitar para estar mais preparados para o mercado de trabalho.

A sócio-fundadora da Cmov, Laura Fuks, afirmou que os números são altos e alarmantes.
“E isso acontece porque os jovens têm muitas dúvidas e angústias. Ao sair da faculdade, eles não sabem o que fazer, como se preparar para o mercado de trabalho.”

O fotógrafo Wagner Breciane, que atua há nove anos com formandos, atendendo mais de 1 mil universitários por ano, afirmou que a grande maioria não trabalha na área depois de formado.

“Sempre tenho contato com eles após a formatura e pergunto o que estão fazendo. Cerca de 70% deles não trabalham na área, parte mudou de setor, outros estão fazendo pós-graduação, mestrado e há os que não trabalham e estão estudando para concurso.”

A psicóloga e diretora da Efetive, Gisélia Curry Freitas, explicou que os jovens não têm preparo emocional para escolher uma profissão.

“Muitos não sabem o que vão fazer para o resto da vida. E boa parte não escolhem a carreira por suas habilidades e competências, eles não fazem uma autoanálise. Escolhem o que os amigos ou os pais sugerem, vão para as profissões que dão mais dinheiro.”

Ela citou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): dos 990 mil estudantes que se formam por ano, apenas 6% conseguem estágio e 10,8%, um emprego, no primeiro ano.

Para a psicóloga, coach e diretora da DM, Daniela Morais Cota, há problemas de base na educação.

“A maioria das faculdades não prepara as pessoas para o mercado de trabalho. Ficam muito na parte teórica. Além disso, muitos jovens ficam esperando da faculdade, ou da empresa, que os capacite para o mercado. A faculdade é só 10% do caminho. É preciso continuar estudando e se especializar.”

A reportagem completa sobre este tema você acompanha no Jornal A Tribuna deste domingo (29).