8º Congresso de Educação

Maioria dos jovens quer mais tecnologia dentro das escolas, diz pesquisa


Para Anna Penido, a tecnologia é um dos recursos para transformar o que não está funcionando tão bem no aprendizado. (Foto: Jefferson Roccio/Divulgação/Sinepe)
Para Anna Penido, a tecnologia é um dos recursos para transformar o que não está funcionando tão bem no aprendizado. (Foto: Jefferson Roccio/Divulgação/Sinepe)

A tecnologia tem se mostrado a cada dia uma ferramenta indispensável dentro da educação. Uma pesquisa da Nossa Escola em (Re) Construção, realizada com 132 mil adolescentes e jovens, apontou que 51% deles querem mais tecnologia dentro da escola, não apenas no laboratório de informática.

Para a diretora do Inspirare e especialista em gestão social para o desenvolvimento, Anna Penido Monteiro, uma das palestrantes do 8º Congresso Educacional das Escolas Particulares do Espírito Santo, a tecnologia é um dos recursos para transformar o que não está funcionando tão bem no aprendizado.

“A tecnologia é uma estratégia que não podemos abrir mão. Ela faz parte da vida dos alunos, porque oferece várias soluções interessantes que, sem ela, não daria para colocar em prática. Além disso, precisamos preparar os meninos para usar bem a tecnologia, para estarem mais bem preparados para os desafios da vida contemporânea.”

Anna ressaltou que a escola deve pensar na estratégia que ela quer alcançar com o uso da tecnologia.

“É muito importante que a escola pense como quer usar a tecnologia na sala de aula, para atender que tipo de objetivo. Eles querem engajar mais os alunos ou talvez melhorar aprendizagem, competências socioemocionais, ou ainda melhorar a gestão da aprendizagem na sala de aula? A partir disso, deve selecionar os recursos disponíveis.”

Ela frisou que há diversas opções na tecnologia para intensificar o aprendizado. “Há plataformas de aprendizagem, jogos eletrônicos, recursos para produção de multimídia, robótica, tecnologia para programação, entre outros.”

A tecnologia pode ajudar em vários aspectos, segundo Anna. “Ela pode me ajudar a acompanhar mais de perto quem aprendeu e quem não aprendeu, pois os alunos podem fazer exercícios na plataforma e esta dá relatórios para os professores.”

Outro ponto positivo é a facilidade na comunicação com os pais dos alunos. “A tecnologia pode me ajudar também a trazer mais exemplos das disciplinas dadas em sala de aula, para os alunos entenderem melhor o assunto. Claro que é preciso um projeto pedagógico mais amplo, com várias estratégias.”

O protagonismo do aluno na aprendizagem também é reforçado com a tecnologia.

“Isso é feito por meio do ensino híbrido. O professor grava as aulas – e pode usar na gravação vários recursos para aproximar-se do aluno –, e o estudante assiste em casa. Depois, ele vai para a escola para discutir, fazer projetos sobre o assunto, fazer experiências, colocar o conhecimento em prática. E então usa-se o espaço de sala de aula muito mais para aprofundamento do que só para transmissão de conteúdo.”