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“Lula livre é bom para Bolsonaro”, afirma diretor do instituto Paraná Pesquisas

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“Lula livre é bom para Bolsonaro”, afirma diretor do instituto Paraná Pesquisas


Embora neste mês se complete um ano do fim das eleições presidenciais, o clima gerado pela corrida eleitoral ainda segue vivo no País.

A polarização deve aumentar caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhe da Justiça a liberdade. Essa é a análise do diretor do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.

Em entrevista à reportagem de A Tribuna, ele afirmou que o PT e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) seriam os maiores beneficiados em caso de liberdade de Lula.

 Murilo Hidalgo  disse que  a presença dos governadores vai pesar  muito na eleição municipal, principalmente nas pequenas cidades. (Foto: Divulgação)
Murilo Hidalgo disse que a presença dos governadores vai pesar muito na eleição municipal, principalmente nas pequenas cidades. (Foto: Divulgação)

“Enfraquece os demais grupos, porque vai polarizar mais entre os dois. Vai ficando mais difícil para os outros criarem essa terceira via”, analisou.

O ambiente pós-eleição é de forte polarização. Qual é avaliação que o senhor faz do processo eleitoral de 2020?

Acho que, se o Lula for solto, essa polarização vai aumentar mais ainda. Melhora muito para o PT e para o Bolsonaro e enfraquece os demais grupos, porque vai polarizar mais entre os dois. Vai ficar mais difícil para os outros criarem essa terceira via.

Essa terceira via vai aparecer naturalmente com um certo tempo, mas, nas próximas eleições municipais, isso vai favorecer demais a PT e Bolsonaro. O PSL já não sei se é do Bolsonaro.
Isso em nível de opinião pública, não de grupos políticos. Mas, em um primeiro momento, para as próximas eleições, quem sai ganhando como cabos eleitorais são o Bolsonaro e o PT.

E o movimento de centro tende a crescer?

O que eu vejo é que o centro vai crescer. Mas eu não vejo isso em uma eleição municipal. O próprio centro hoje é muito dividido.

O que pesa na eleição municipal são as propostas, o conhecimento que
os candidatos têm sobre as cidades

Em muitas capitais, em muitas cidades grandes, os centros vão se enfrentar. Eu vejo surgir uma terceira via, uma quarta via, em 2022. Agora, nas grandes cidades, eu vejo o centrão muito dividido.

Teria algum nome para ser esse influenciador para 2022?

Quem surge são esses cavalos que vou falar, mas agora precisa ver se eles têm resistência para chegar em 2022, porque é uma corrida longa.

São o Luciano Huck, o João Doria e (Wilson) Witzel. Precisa ver se eles vão ter oxigênio para chegar em 2022, porque todos eles estão bem empregados.

Um é governador de São Paulo, o outro governador do Rio de Janeiro e o outro é apresentador da Rede Globo. Será que eles vão abrir mão de ficar onde estão para concorrer a uma eleição presidencial?

Tanto o João Doria quanto o Witzel têm direito à reeleição em seus estados e o Huck tem um belo de um emprego e de um salário. Então, tem de aguardar.

Doria e Witzel se precipitaram em já se lançarem candidatos à presidência em 2022?

Acho que o primeiro passo para os dois é ser bem aprovado e bem avaliado em seus estados. Esse é o primeiro desafio para os dois, porque, se eles não conseguirem chegar lá na frente com uma bela gestão, dificilmente vão conseguir ser presidente. Inicialmente, o primeiro desafio dos dois é fazer uma bela gestão e ter muito apoio popular em seus estados.

O Lula, em liberdade, poderia fortalecer a esquerda, hoje fragmentada? Ele pode uni-la ?

Acho que ele, solto, pode unir mais a esquerda. Agora, vem outra questão: ele vai poder ser candidato ou não vai poder ser candidato? É uma discussão muito para frente ainda, muito longe.

O que mais, além de Bolsonaro e Lula, pode influenciar nos votos em 2020?

A eleição municipal é diferente. A questão nacional nas grandes cidades tem um peso, mas o que pesa na eleição municipal são as propostas, o conhecimento dos candidatos sobre as cidades. Os assuntos saúde, segurança, transporte, mobilidade, tudo isso é mais importante do que a questão nacional.

Lula, ser for solto,  pode unir mais a esquerda, avalia o diretor de pesquisa. (Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert)
Lula, ser for solto, pode unir mais a esquerda, avalia o diretor de pesquisa. (Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert)

Se o candidato não tem projeto e não conhece (a cidade), não adianta ser apoiado pelo Bolsonaro ou pelo Lula ou pelo governador. Ele perde eleição. O preparo pesa muito.

O governador tem peso, principalmente em capitais?

O governador pesa muito na eleição municipal, principalmente nas pequenas cidades, onde se tem aquela visão “se já está difícil com o governador, sem ele fica impossível”. Nas grandes cidades também, mas nas pequenas cidades é decisivo.

Vai ser preciso aprender a lidar com as fake news. Faz parte da nossa cultura. Com o tempo, as pessoas vão amadurecer

Nas pesquisas, o Bolsonaro tem perdido a popularidade que tinha nas eleições passadas. Isso vai impactar no pleito?

O Bolsonaro é presidente. Ele sempre vai ter influência. Se em uma pequena cidade o presidente dá apoio a um candidato, passa a impressão de que ele vai ajudar financeiramente.

Então, o apoio é muito forte nas pequenas cidades. Nas grandes cidades, isso já pesa menos. Mas, nas pequenas, é decisivo.

Esse caso das candidaturas “laranjas” pode impactar?

Tem que ver para frente como vai terminar isso. Cada dia é uma notícia. Eles vão sair do PSL ou não? É difícil comentar. Hoje estão brigando e se separando, e amanhã estão juntos de novo. Tem que esperar. Acho que não é tão fácil para eles saírem de lá, porque tem perda do mandato, tem fundo partidário, tem duzentas coisas em jogo e os dois lados perdem.

Acho que a tendência é acalmar ou ele sair. Mas esse pé de guerra vai acabar. Daqui 15 ou 20 dias isso acaba. Por enquanto, é aquela frase que ele falou: “É uma briga de marido e mulher”. Essa briga, no momento, está na fase raivosa (risos).

Com o fim das coligações, o número de candidatos deve aumentar. Qual será o impacto disso no processo eleitoral?

Vejo isso como positivo. Isso deve fazer, principalmente nas capitais, com que os partidos lancem mais candidatos a prefeito no sentido de fazer mais candidatos a vereador. Vai ter mais opção para o eleitor, com certeza.

Acho que isso é um ganho que o Brasil teve em acabar com as coligações nas eleições proporcionais. Vai fazer com que os partidos se organizem mais, que tenham candidatos a vereador para fazer chapa, para fazer consciente. Acho que vai ser o fortalecimento dos partidos no Brasil.

A eleição de 2020 deve ser marcada por fake news?

Vai continuar forte e cada vez mais forte. Com certeza, acho que as fake news são algo que vão participar das eleições brasileiras. É muito difícil de combater e de punir e é algo que as pessoas vão ter que se acostumar a lidar.

A cada eleição que passa, acho que isso vai amadurecer para o eleitor. Mas é algo com o qual as pessoas, infelizmente, vão ter que aprender a conviver.

Há como acabar com elas?

Difícil. Acho que as pessoas vão ter que aprender a lidar. As punições devem aumentar, o aparato para punir, mas acho que já faz parte da cultura brasileira.

O brasileiro gosta de receber uma notícia daquilo que é a seu favor e dispara para 10. Por exemplo: você torce para o Vasco, eu mando para você uma pesquisa que mostra que a torcida do Vasco é maior do que a do Flamengo. Você nem lê e já dispara para 30 pessoas, porque te agrada. Depois que você vai ver que é falsa. Infelizmente.

Mas, com o tempo, as pessoas vão amadurecendo. E com punições, isso vai fazer com que as pessoas amadureçam.


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