Notícias

Cidades

Litoral capixaba pode ter recorde de desovas da tartaruga cabeçuda


O Projeto Tamar se prepara para um recorde de ninhos e desovas da tartarugas marinhas da espécie cabeçuda (Caretta caretta) na temporada 2018-2019 no Estado. Os números podem superar 4 mil ninhos no litoral capixaba. Uma situação como essa não acontece desde a temporada 2015-2016.

 O Espírito Santo pode receber mais de 4 mil ninhos de tartarugas cabeçudas (Caretta caretta)(Foto: Divulgação/TAMAR)
O Espírito Santo pode receber mais de 4 mil ninhos de tartarugas cabeçudas (Caretta caretta)(Foto: Divulgação/TAMAR)

Para Ana Marcondes, coordenadora regioinal do Projeto Tamar, embora os picos aconteçam em novembro e dezembro, os números coletados até o momento já demonstram esse aumento. "Foram 13 registros até setembro do ano passado nas áreas que o Tamar monitora aqui no Estado. Até setembro deste ano, foram 86 registros", explica.

Ainda de acordo com a coordenadora do Tamar, os números devem aumentar e acompanham uma tendência que está se repetindo também na Bahia e no Rio de Janeiro. "Estamos ainda bem no início da temporada, mas os números para este mês e o próximo vão aumentar bastante. Tudo leva a crer que essa temporada vai ser boa não só para as tartarugas cabeçudas, mas também para as gigantes", complementa Ana.

Segundo o Coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas e Biodiversidade Marinha do Leste, Joca Thomé, já houve registros de ninhos colocados por fêmeas na Praia da Costa, em Vila Velha, e na Ilha do Boi, em Vitória.

“Mesmo sabendo que a tartaruga marinha costuma ter uma fidelidade em relação à praia onde desova, e há predomínio no caso do Espírito Santo dessas desovas se darem no norte do estado, especialmente na região da foz do rio Doce, apesar disso há áreas secundárias de desova no litoral do Estado”, explica Ana Marcondes, coordenadora regional do Projeto TAMAR.

Para Ana Marcondes, esse aumento é motivo para orgulho. "É um resultado positivo que podemos comemorar com a sociedade toda. Vemos as pessoas se preocupando com as tartarugas. Hoje, a sociedade hoje é comovida e participa desse processo", conclui a coordenadora técnica.