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Líder pede adiamento de taxação da energia solar
Cláudio Humberto
Cláudio Humberto

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Líder pede adiamento de taxação da energia solar

Líder do governo no Senado, Eduardo Gomes (MDB-TO) enviou ofício à “agência reguladora” da energia elétrica (Aneel) em tentativa de, pelo menos, adiar o golpe da taxação sobre os consumidores que decidiram investir na geração de energia solar.

No documento, Gomes demonstra preocupação do Congresso com a apressada consulta pública da Aneel e pede mais tempo para obter subsídios e informações adicionais.

Decisão açodada
O documento, assinado por outros senadores, afirma que o prazo dado pela Aneel não ficou condizente a com a complexidade do tema.

Descentralização
Gomes pede realização de audiências públicas regionais para que as modificações incluam especificidades das diferentes áreas de geração.

Parceria maléfica
Como esta coluna revelou, a Aneel tinha seis opções de mudanças e optou pela mais prejudicial a consumidores e benéfica a distribuidoras.

Equilíbrio
O diretor da Aneel, Rodrigo Limp, garante que “vai buscar com diálogo uma posição de equilíbrio” para as novas regras.

Agências de risco devem rever nota da economia
O novo pacote de medidas enviado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro ao Congresso, a reforma da Previdência e a recuperação do nível de emprego deixaram economistas otimistas. A expectativa é que as principais agências de classificação de risco (Standard&Poor’s, Fitch e Moody’s), que estão atentas às mudanças promovidas pelo governo e fundamentos econômicos, devem elevar, em breve, a nota do Brasil.

Outros aspectos
Para o professor do Ibmec Walter Franco, os níveis históricos de juros e inflação são bons indicativos. “Está na hora de rever a nota”, disse.

Déficit menor
O novo leilão de petróleo do pré-sal, apesar da pouca concorrência, arrecadou R$ 70 bilhões e dará certo alívio às contas públicas.

Bolsa ajuda
Franco também cita o nível da bolsa de valores para evidenciar que as ações das empresas brasileiras são vistas como bons investimentos.

ONG lucrou com corrupção
Ao votar ontem, o ministro Gilmar Mendes (STF) disse que a “grife” Transparência Internacional lucrou com a corrupção no Brasil. A ONG estrangeira assumiu a gestão de fundo da J&F de R$ 2,3 bilhões como parte do acordo de leniência da empresa alvo da Polícia Federal.

Hacker Supremo
O Supremo Tribunal Federal se utilizou de trechos dos supostos vazamentos de mensagens da força-tarefa da Lava a Jato para justificar o fim da prisão após a segunda instância. É o Hacker Supremo.

Mais mudanças
A transferência da Secretaria (ex-Ministério) da Cultura ao Ministério do Turismo marca importante passo da minirreforma ministerial pretendida pelo governo Bolsonaro. As mudanças não devem parar por aí.

Participação evangélica
A bancada evangélica no Congresso pleiteia uma participação maior na Esplanada de Jair Bolsonaro. Segundo fontes próximas ao Palácio, o Presidente teria se comprometido a ceder duas pastas à bancada.

Governo = despesa
Segundo o Plano Mais Brasil, do Ministério da Economia, a despesa total do governo corresponde a mais de 49% do PIB desde 2015. Em 2018, o custo do Estado equivaleu a 49,2% de tudo produzido no País.

Brasil e Alemanha
A segurança de barragens será tema de um seminário internacional no TCU nos dias 11 e 12 de novembro, que terá envolvimento da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável.

Gregos poluidores
Em 1975 o navio grego Epic Colocotronis derramou 18 milhões de galões de óleo perto de Porto Rico. O grego Atlantic Empress (foto) despejou 42 milhões de galões em 1979. Em 1980, o Irenes Serenade: 6 milhões de galões. Todos estão entre 50 maiores derramamentos da História.

Tudo pela folga
Uma estranhíssima discussão entre os ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, ontem, culminou com a decretação de megaferiadão no STF. Já que o seminário dos Brics poderia submeter funcionários da Corte à revista de segurança, dias 13 e 14 serão “ponto facultativo”.

Pensando bem...
... por pouco o feriado de sexta, dia 15, não se transformou em outra folga de semana inteira no serviço público. Faltou só segunda e terça.

Poder sem pudor

Tortura e sacrifício

Jânio Quadros era governador e vivia às turras com o jornal O Estado de S. Paulo, cuja independência não tolerava, nem as insinuações sobre seu apego aos copos.

Após intensa negociação, da qual participaram políticos como José Sarney, Jânio fez uma visita ao dono do jornal, Júlio de Mesquita Neto, que logo ofereceu ótimas opções de uísque. Jânio soltou uma lorota:

“Mas, doutor Júlio, eu não bebo! Só aprecio leite!”. O anfitrião pediu licença, foi à cozinha, arranjou uma enorme caneca, usada para beber chope, e a encheu de leite.

Enquanto durou a visita, Jânio não largou o canecão. Disciplinadamente, bebeu tudo. Um litro de leite.

Colaboram: André Brito, Jorge Macedo e Tiago Vasconcelos

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