Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Lição de jovialidade da nova geração dos superidosos
AT em Família

Lição de jovialidade da nova geração dos superidosos

Por Luciana Pimentel

Quem tem mais de 90 anos teve o privilégio de acompanhar os avanços tecnológicos e da Medicina, o crescimento das cidades e a criação dos filhos, netos e bisnetos. Viu o homem chegar à Lua, o mundo entrar em guerra e o futebol brasileiro ser campeão do mundo cinco vezes.

E haja história para contar! Os personagens desta reportagem têm alegria, disposição e saúde para dar e vender. O segredo? Não parar nunca.

A psicóloga Karla Cardozo explicou que ao longo dos anos é necessário que o idoso se abra a novas possibilidades, entenda as perdas e ganhos dessa nova etapa e encare esse processo de mudança de forma positiva.

“O mais importante é se manter ativo. Fazer atividades que lhe dão prazer ou até mesmo se aventurar em atividades que eles nunca fizeram, descobrindo assim algo que eles gostem. Teatro, dança, aprender a tocar um instrumento musical, atividades físicas, pintura, costura são ótimos exemplos”, disse.

 (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
(Foto: Kadidja Fernandes/AT)

E foi exatamente isso que a aposentada Isanusis Paiva, 90, a dona Zazá, fez quando parou de trabalhar há 20 anos: aprendeu a tocar teclado e não passa um dia sequer longe dele.

“Não aguentava ficar sem fazer nada, pois trabalhei anos no cartório do meu pai. Sou a mais velha da escola e todos me tratam com muito carinho. Faço aula uma vez por semana, mas toco teclado em casa todos os dias”, contou. Confira o vídeo:

O geriatra Gustavo Genelhu é quem cuida da saúde da dona Zazá. Para ele, uma boa alimentação, atividade física, um bom convívio social e visitas periódicas ao médico, com atenção especial à prevenção, são alguns dos segredos da longevidade.

“A melhor forma de prevenir doenças é buscar sempre uma vida saudável e feliz, cercada de amigos e de bons momentos.”

A geriatra Gabriela Bortolon explicou que a genética contribui para a longevidade em 25%, mas, na maioria das vezes, são fatores externos como estilo de vida e condições psicossociais de cada idoso que determinam quanto tempo ainda vamos viver.

“Os homens têm fator genético importante na longevidade, mas as mulheres nem tanto. Elas envelhecem bem controlando as doenças e também fazendo a prevenção”, destacou a especialista.

Saúde

Com o passar dos anos, tornam-se  comuns as queixas de dores, mas é possível chegar aos 90 anos com a saúde em dia. O médico André Félix, especialista em dor crônica, explicou que a maioria das dores pode ser tratada com o auxílio dos exercícios, sempre com o acompanhamento médico e de outros profissionais capacitados.

"As dores nas costas, na cabeça e nas articulações, por exemplo, podem ser aliviadas, ou até mesmo controladas, com atividade física regular. No caso da osteoporose, a prática de exercícios físicos ajuda tanto na prevenção quanto no tratamento da doença. O movimento também é um grande aliado no tratamento da fibromialgia. Além da atividade física, o ideal é que o paciente tenha uma boa alimentação e hábitos saudáveis”, complementou o médico.

Mercado

Gláucio Siqueira, especialista em gestão empresarial, destacou que, aos poucos, o mercado de trabalho está deixando de ver o idoso como uma figura incapaz de produzir e aproveitando melhor toda a experiência profissional que ele acumulou ao longo do tempo.

"Sabemos que nas culturas orientais o idoso já é visto há milênios como uma pessoa respeitável e venerada, uma fonte de sabedoria. Na nossa realidade capixaba, vejo muitos idosos que começam a atuar como consultores, coaches, mentores... Eles têm muito a contribuir e a ensinar. Também conheço outros que se arriscaram a trocar de profissão após a terceira idade, começaram a empreender ou voltaram aos estudos. Manter-se ativo é muito benéfico para o ser humano e trabalhar é uma ferramenta de inserção social, traz uma sensação de pertencimento e de utilidade muito grandes", avaliou o especialista.


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados