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Leilão de despedida da galeria Ana Terra nesta terça

Entretenimento

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Leilão de despedida da galeria Ana Terra nesta terça


Ana Coeli:
Ana Coeli:

Depois de 38 anos, a Ana Terra Galeria de Arte, realiza em Santa Lúcia o seu “Leilão de Despedida”. São 150 peças, entre quadros e antiguidades, com lances mínimos que vão de R$ 20 (livre) a R$ 14 mil. O evento acontece nesta terça-feira (14), à partir das 20 horas.

Em entrevista ao AT2, a galerista Ana Coeli, 76, conta que levará sua paixão pela arte para outros projetos, se libertando das amarras da rotina de loja para voltar seu trabalho para eventos, incluindo exposições e leilões.

“A arte não precisa mais ser uma rotina. Quando as pessoas saem à procura de alguma peça, elas já sabem da minha existência. Estarei com minha página na internet e com escritório”, justifica a galerista, que fecha a loja no dia 30 de maio, no Shopping Rio Branco.

O leilão será de despedida da galeria, marcando uma nova fase para Ana Coeli. “Não terei a preocupação em abrir a loja, se tiver greve de ônibus. (Risos). Me concentrarei em eventos de arte”, frisa.

Quadro
Quadro

Confira a entrevista com Ana Coeli

AT2 - São 38 anos de galeria. Como começou sua história com a arte? O que te motivou?
ANA COELI - Abri a galeria em abril de 1982. Desde que eu abri o olho para a vida estava interessada. Inclusive, vivia olhando livros de outras coisas, vamos supor, de Biologia, que tinha árvore, aqueles desenhos... eu ficava encantada e fingia que lia (risos). Ai, quando passou para os contos de fada, fiquei mais feliz ainda! E me apaixonei por uma ilustradora, Rosa Bonaire, e fui perseguindo. Até que comprei um desenho dela na França. Depois vieram as outras leituras: Graciliano Ramos, Jorge Amado, Machado de Assis e fui vendo as ilustrações e conhecendo os pintores através das ilustrações. E me apaixonei (risos)! Então, por exemplo, Dom Quixote eu tenho uns 20. Porque é ilustrado por diversas pessoas.

Luminária com figura feminina - Série Espiral 45190. Lance inicial R$ 380 (Foto: Dayana Souza / AT)
Luminária com figura feminina - Série Espiral 45190. Lance inicial R$ 380 (Foto: Dayana Souza / AT)
A arte da imagem...
Eu acho que a figura conta muita história. Como a gente conta muita história até na forma de falar, de sentar, de comer (risos). Então, a gente vê uma pauta musical, lê um texto e lê, também, uma imagem. Eu sou muito visual. Falo que sou mais inteligente de olho do que de ouvido (risos). Vou assim que passei a conhecer os pintores e fui atrás.

De que forma?
Chegou um momento que alguns amigos pediam para eu comprar para eles, porque tinham gostado tanto. E eu comprava lá em São Paulo. E um dia que veio uma remessa e a Secretaria da Fazenda bloqueou minhas peças no aeroporto (risos). Porque tinha muita coisa e, para liberar minha remessa, eu abri uma empresa, foi até na garagem da minha casa, na Praia da Costa, aprimorei um pouco a edificação e fiz lá. E fui caminhando...

Sua paixão pelas formas é evidente. Como acompanhar todas essas mudanças que estão ocorrendo? Hoje, acontece o "Leilão de Despedida", você vai mudar seu perfil de atendimento. Como fica, agora? Dá para sentir demais o encerramento dessa ciclo?
Dá uma certa dor, mas não conseguimos encasular o tempo. E vejo que esse perfil está obsoleto. Até porque eu gosto, conheço e me sinto tranquila com a arte figurativa, a arte acadêmica. E, hoje, tem um campo muito grande da arte contemporânea, que eu não conheço. E, se for trabalhar, vou prestar um péssimo trabalho. Então, para eu ficar com minha arte acadêmica, eu tenho meu nicho, tem pessoas que gostam, mas eu não preciso estar em loja. Vou continuar com minha página na internet e poderei atender até no escritório.

Então, qual é?
É fazer eventos, três quatro vezes ao ano. Até podem acontecer grandes exposições, mas que fuja dessa formato da rotina da loja. Porque eu acho que a arte não precisa mais ser uma rotina, ela não é a rotina do dia das pessoas. Quando as pessoas já saem à procura de alguma coisa, elas já sabem da minha existência. E, de vez em quando fazendo um evento, vou poder fazer um evento mais cuidado. Não terei a preocupação em abrir a loja pontualmente, se tem greve de ônibus, quem vai cobrir quem na hora do almoço... (risos). Vou me concentrar em eventos de arte.

Porta jóias em Porcelanan de Limoges, formato oval com decorações florais em degradê e filetada a ouro. Lance inicial: R$ 140 (Foto: Dayana Souza / AT)
Porta jóias em Porcelanan de Limoges, formato oval com decorações florais em degradê e filetada a ouro. Lance inicial: R$ 140 (Foto: Dayana Souza / AT)

A arte também se moderniza?
Sim, mas a arte acadêmica está voltando com força total! E eu, Ana, acredito que precisa ter o filtro do tempo. Acredito, no currículo de um artista, é que ele tenha mais de 20 anos de mercado. A vida muda muito. Tem muito artista que virou empreendedor. Eu prefiro trabalhar com quem tem uma carreira mais definida. Acho que o meu papel está cumprido, está definido. Espero que tenha sido feito com qualidade. E eu vou lá para o meu escritório.

São 150 peças no leilão, certo?
Sim, divididas entre quadros e antiguidades. Os quadros estão com 1/4 do preço de mercado. Todas as peças. Espero que seja um momento de encontro, confraternização, brinde.

Entre os quadros, há Homero Massena...
Sim, são duas telas. Aqui, em Vitória, são os mais amados.

Quadro de Homero Massena - OST 72x58 Floreiro. Lance inicial: R$ 14.000 (Foto: Dayana Souza / AT)
Quadro de Homero Massena - OST 72x58 Floreiro. Lance inicial: R$ 14.000 (Foto: Dayana Souza / AT)

E qual o seu favorito?
(Risos) É difícil... talvez pela raridade, a Georgina de Albuquerque já morreu tem uns 80 anos: "Maternidade", "Floral". Se fosse comprar, compraria o dela, que já é falecida há mais tempo. Mas tem muita coisa boa: escultura, centro de mesa. O Homero Massena também, mas eu já tenho (risos).

Por falar em acervo, tem uma tela no leitão da Tomie Ohtake, que é da senhora. Por quê?
Coloquei porque era umas das poucas modernas com a cor forte. E como temos muita paisagem, resolvi colocá-lo também porque é vertical, quase não tem. É um tipo de procura que não poderia omitir perante o povo. Ele tem uma característica bem diferente.

Antigo biscuit de Jovem no sofá com leque e chapéu. Lance inicial: R$ 150 (Foto: Dayana Souza / AT)
Antigo biscuit de Jovem no sofá com leque e chapéu. Lance inicial: R$ 150 (Foto: Dayana Souza / AT)


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