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Ladrão de galinha: dó e pena!
Tribuna Livre

Ladrão de galinha: dó e pena!

Sobre o “ladrão de galinha”, até o STF já se pronunciou, em uma das ocasiões negando recurso do indivíduo alcunhado de “Gatuno”, que subtraíra quatro penosas caipiras, à época avaliadas em R$ 40,00 (AgREG no HC115850/MG).

Motivou-se quanto à não aplicação do princípio da insignificância, especialmente devido à reincidência de “Gatuno”, além de sobressair, pela quantidade de galinhas, que o fim “pode não ser somente o de saciar a fome”.

O tema é recorrente, importa acalorados debates, tanto no âmbito jurídico quanto fora dele, não incomum a vítima, além de depenada, sendo vista como desalmada.

A propósito, estes dias li comentário atribuído a um especialista, constando que prender “ladrão de galinha” não contribui para a segurança pública!

Concordo que não resolverá o problema da segurança pública! Porém, prender o “ladrão de galinha”, ao menos responderá à penosa situação daquele que perdeu a galinha... Imagine, então, se a minha rotina fosse ganhar meu pão criando galinhas?

Aliás, outra consideração: não prender o “ladrão de galinha” também não está contribuindo em nada para a segurança pública!

Não é maledicência contra o “ladrão de galinha”! Só não vejo como possível tanta benevolência com a galinha alheia! Afinal, apesar de não ser meu caso, conheço o de galinheiros que já foram visitados uma, duas, três, quatro,... Mais de dez vezes!!! E “frangueses” que já foram presos em “frangante”, em curtíssimo espaço de tempo, uma, duas, três, quatro,... Quase 70 x 7 vezes! Não obstante,...

Sei que você está ávido para me questionar sobre porcos - que me desculpem os suínos pela ofensa - que vivem ilicitamente se lambuzando em ricas lamas, cujo mal que causam atinge não só um, mas todos galinheiros, em uma “fuçada” só!

Que se cobre de quem se tenha que cobrar o que seja considerado devido! Só não dá para o galinheiro pagar esse pato!

Inclusive, embora seja comum a referência a "ladrão de galinha", acho que é bom modernizar o termo, já que além de dar muito trabalho para limpar a "penosa", o gosto da rapaziada também foi mudando (picanha,...) e diversificando bastante no tempo: além do dinheiro, que nunca deixou de estar “na moda”, podemos citar várias outras “bagatelas”: tênis, relógios, jóias, bicicletas e, mais recente e insuperavelmente, os celulares! Como tem “ladrão de galinhas”.

Embora acredite que muitos se identificarão com estas linhas, no fundo, de coração, meu desejo mesmo é alcançar os “ladrões de galinha”!

Vejo com muita tristeza o aumento de pessoas nessa situação e a forma como esse comportamento vai sendo sutilmente estimulado, quando, na verdade, é caminho de extrema angústia e sofrimento!

Me vem à lembrança a reflexão do poeta Edgard Lee Masters: “é o modo como as pessoas consideram o roubo da maçã que faz da criança o que ela é”!

Logo, um caminho que não se deve entrar nele! Se entrou, deve-se dele sair imediatamente!!! Sem esperar dos outros ou culpar ninguém! A revolução é pessoal, exigindo muita fé e força! Sem garantia de nada, salvo de maior intimidade com a própria dignidade.

Outra coisa que, aliás, posso sim, garantir, é que se trata do melhor caminho, no pouco ou no muito, embora torça para que se prospere, especialmente naquilo que dá mais sentido à existência. Isso sim, muito fará bem!

Luiz Antônio de Souza Silva é promotor de Justiça e escritor.

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