Luiz Fernando Brumana

Luiz Fernando Brumana

“Jurassic World: O reino ameaçado” é sinônimo de lucro certo

 (Foto: Divulgação)
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Quando anunciaram a retomada da consagrada franquia Jurrasic Park, do diretor Steve Spielberg — rebatizada de Jurrasic World — se discutia a escassez de histórias inéditas em Hollywood. Eram sucessivos anúncios de remakes com a intenção de atrair o público nostálgico. Alguns filmes não vingaram. Não foi o caso da história dos dinossauros.

O primeiro filme dessa nova safra — Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015) — foi um sucesso de bilheteria. Bateu sucessivos recordes e chegou ao posto de terceiro maior faturamento da história (R$ 524 milhões), perdendo só para “Avatar” (2009) e “Titanic” (1997). A fórmula não trazia inovações, mas foi certeira: animais gigantes, muita ferocidade, crianças passando sufoco, enormes dentes projetados na tela, susto, aventura e um casal se apaixonando em meio ao caos.

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O diferencial, entretanto, se definia por um nome: Chris Pratt. O novo queridinho da indústria americana havia mostrado todo seu carisma em Guardiões da Galáxia (2014) e foi o escolhido para protagonizar o remake. Desempenhou bem o trabalho, misturando momentos de tensão com doses de comédia (nada perto do humor extremo do seu herói na Marvel).

Protagonizado por um ator no auge, bilheteria incrível e um grande estúdio por trás (a Universal produz os filmes) era óbvio que uma sequência ocorreria, ainda mais depois que o longa-metragem fez despejar no mercado centenas de dinossauros de brinquedo. O próprio Chris Pratt, em sua conta no Instagram, um mês antes da estreia, passou a fazer stories diariamente com um boneco articulado do seu personagem. O adereço virou sua companhia até mesmo em premiações.

Foi assim, que "Jussaric World – Reino Ameaçado" foi lançado e, na sua primeira semana, vem surpreendendo até quem está acostumado. Pouco antes de entrar no cinema, o gerente do Cinesystem Boulevard Shopping, Efarite Silva, contou que a procura pelo filme tem sido intensa, inclusive nos dias de semanas.

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Quanto ao roteiro, o filme tem tudo aquilo que os demais tiveram. Porém, a produção tomou decisões arriscadas: como tirar parte da ação do meio da selva (ou da ilha) e levar para um cenário doméstico; e misturar temas poucos acessível aos muito jovens, como ética na genética e contrabando.

Pouco também se aprofundou em questões importantes que precisavam ser mais bem cimentadas para dar sustentação à história. A impressão é que o diretor Juan Antonio Bayona priorizou as cenas de ação e o ritmo frenético em detrimento do enredo.

Por ser um "filme família", algumas lacunas pode não incomodar muitos espectadores, fascinados pelos efeitos especiais. Já os mais atentos poderão ficar com a impressão que algo poderia ser melhor explicado – o que deve ficar para um terceiro filme.

Mesmo assim, não sairão desapontados. Afinal, Chris Pratt está lá para tentar salvar o dia e os melhores dinossauros da franquia também estão lá, cada vez mais reais.