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Janot confessa que trabalhava em meio a bebida
Cláudio Humberto
Cláudio Humberto

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Janot confessa que trabalhava em meio a bebida

Um bar com bebidas alcoólicas em sala anexa ao próprio gabinete, na Procuradoria Geral da República (PGR), pode render dissabores a Rodrigo Janot.

Em seu livro, onde também revela o plano de matar o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Janot conta que foi na “Farmacinha”, o bar do seu gabinete, onde saboreou pela primeira vez as gravações de Joesley Batista com o então presidente Michel Temer. “Batemos ao teto!”, exultou um auxiliar na Farmacinha.

Se beber, não acuse

Janot relata no livro que às vezes reunia sua equipe na “Farmacinha” e “todos voltavam ao trabalho” após “uma dose de qualquer bebida”.

Carinhoso incremento

“Farmacinha”, disse Janot, foi o “nome carinhoso” que deu à geladeira com bebidas usada para “incrementar” sua sala de descanso.

Seria “etc” o tira-gosto?

Ao definir a “Farmacinha”, Janot afirmou que mantinha “vinho, cerveja, uísque, cachaça, rum, vodca, gim etc”. Só faltou explicitar o “etc”.

Brasília discute extinção de “agência reguladora”

Tomando dos pagadores de impostos do Distrito Federal R$ 64,1 milhões por ano, seu Orçamento de 2019, dos quais R$ 26,5 milhões são gastos com pessoal e penduricalhos e salários de quase R$ 27 mil mensais, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) está pronta para ser extinta, por sua inutilidade. O despreparo e imprevidência da Adasa levou Brasília a um racionamento de água, em 2017, que durou um ano e meio.

Puro desperdício

A Adasa torra R$ 19,4 milhões em custeio e outros R$ 7,8 milhões em ações (quais mesmo) de “regulação”, seja lá o que isso signifique.

Escassez de competência

Na segunda-feira (30), após o fim do período de quatro meses de seca, a Adasa apareceu para exigir um “plano” para enfrentar a escassez

Para que agência?

Em 2017, Brasília só ficou sabendo do colapso no abastecimento de água quando faltou água nas torneiras. A Adasa é que não avisou.

Deu no WSJ

Parte da mídia brasileira fez que não viu, mas o Wall Street Journal, um dos mais influentes do mundo, domingo, publicou artigo de elogios à “revolução de mercado” do presidente Jair Bolsonaro no Brasil.

Livro de graça

Se foi para turbinar as vendas do seu livro que o ex-procurador Rodrigo Janot se expôs, confessando plano para matar ministro do Supremo e revelando seu boteco na Procuradoria Geral da República, isso não deu certo. O conteúdo do livro já circula nas redes sociais. De graça.

Gilmar não leu

Gilmar Mendes ainda não leu o livro em que Janot relata o plano para matá-lo “com um tiro na cara”. O ministro disse que é ocupado demais para isso. Ademais, nunca respeitou a qualidade do texto do ex-PGR.

Na repartição, é crime

Experiente na política e ministro de Estado várias vezes, Delfim Netto ironizou na segunda a “Farmacinha” de Rodrigo Janot na PGR: “No meu tempo no serviço público, isso era crime...”

Indignação seletiva

Grupos que tentam organizar protesto contra o Fundão Sem Vergonha, que pode chegar a R$ 3,7 bilhões, não conseguem mobilizar estudantes que foram às ruas após o governo contingenciar dinheiro da educação.

Combate à seca

O TCU alerta para a falta de planejamento estruturado para combater a seca e enchentes. Análise dos investimentos entre 2012 e 2018 mostra que a distribuição não é uniforme e prejudica o semiárido nordestino.

Advocacia criminal

O presidente da Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim), Bruno Espiñeira Lemos, nomeou Daniela Tamanini (foto) presidente da Comissão Especial da Cannabis Medicinal e vice-presidente da Comissão da Mulher Criminalista.

Jogo rápido

Aprovação da PEC da reforma da Previdência na CCJ do Senado nesta terça-feira (1º) é tida por governistas e oposição como garantida. Fala-se em votação simbólica. Já no Plenário, serão necessários 49 votos favoráveis.

Pensando bem...
... essa será a primeira vez que uma farmacinha vai dar dor de cabeça.

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