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“Já estive muitas vezes no fundo do poço”, diz ator Flavio Folezani

Entretenimento

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“Já estive muitas vezes no fundo do poço”, diz ator Flavio Folezani


Flavio Tolezani comemora o sucesso de Raimundo, o nordestino boa-praça de “Verão 90” (Foto: Globo/Estevam Avellar)
Flavio Tolezani comemora o sucesso de Raimundo, o nordestino boa-praça de “Verão 90” (Foto: Globo/Estevam Avellar)
Boas risadas, algumas reflexões e uma simpatia ímpar! Flavio Tolezani ainda ensaia uma declaração para a amada, a atriz Natalia Gonsales, e derrete-se totalmente para a filha, Ana Clara, de 15 anos, na conversa por telefone e publicada no AT2 desta quarta-feira (17). 

O ator paulistano de 40 anos solta uma sonora gargalhada quando lembra o quanto foi odiado ao viver o delegado Vinícius, de “O Outro Lado do Paraíso”. “Acabei pegando esses tipos mais cabeludos. Pensando bem, já fui para muitos buracos, já estive muitas vezes no fundo do poço”, admite.

“Sempre vivi personagens mais densos, fiz dramas pesados”, diz o Roy de “Verdades Secretas” ou o Dom José da trágica história de paixão no teatro “Carmen”, complementa ele. 

Agora a história é outra! Vivendo um nordestino boa-praça dividido entre dois amores em “Verão 90”, ele até passou a colher elogios nas redes sociais. E ele leva jeito para galã? “Acho que tudo está contido na gente. É difícil responder a isso. Tudo depende do que o personagem vai exigir”, começa.

E, então, completa timidamente. “A sedução estética é algo necessário no trabalho do ator, a gente precisa ganhar o público. E essa beleza está em todos os lugares”.

“Não existe posse, não existe ciúme”

Você foi odiado durante muito tempo. Ainda bem que isso ficou no passado?

(Gargalhadas) Que nada! Era essa a ideia mesmo, então isso mostra que o personagem cumpriu o seu papel. Não dá para dizer que é um alívio não ser mais odiado, eu não poderia falar assim, né? Porque foi um bom trabalho, foi uma novela deliciosa de fazer e foi um momento tão bom, algo tão especial! A sensação foi de dever cumprido, mesmo observando toda a reação negativa. Foi bom ser odiado! (Risos)

“Verdades Secretas” e “O Outro Lado do Paraíso” lhe deram papéis dramáticos. É um prazer viver tipos mais densos?

Acho que a minha origem é essa. Eu venho do teatro e de um dos tipos mais difíceis de teatro de se fazer, que é o teatro de grupo, de rua. Sempre vivi personagens mais densos, fiz dramas pesados. Eles foram bem frequentes, muito mais do que em comédias.

Não sei se é o que me atrai, mas vejo que me atraiu e, de uma certa forma, sempre foi para isso que eu fui chamado. Aceito, gosto. Gosto dos personagens que saem do lugar comum. É o que me interessa mais. Esse personagem representa um risco bem maior, mas produz um resultado mais interessante.
 

Agora o clima é outro: uma novela cheia de cor, exuberância. E Raimundo é um cara do bem, trabalhador. Você se identifica com esse homem?

Sempre encontramos algo em nós que possa comunicar com o personagem, sempre tem algo que acaba cruzando. E, se há algum paralelo que eu possa traçar, acredito que é na minha relação com o teatro. O resistir em fazer teatro, continuar fazendo, é algo como atravessar um sertão em busca de algo melhor.

Claro, tudo isso não chega nem perto de se pensar no nordestino que saiu de sua terra, com uma necessidade real de subsistência. Mas eu traçaria esse paralelo do resistir, do não desistir, essa força primordial que enxergo em mim.

A televisão dá outro tipo de visibilidade. Isso te assustou?

A realidade do teatro é muito diferente. Mas, quer saber? Foi muito gostoso. Ah, é muito bom saber que você mexeu com a emoção das pessoas! Ver o reconhecimento de seu trabalho, tudo isso é muito gostoso. Então, eu gostei, foi tudo uma delícia. É ainda uma delícia. Eu adoro quando falam comigo.

Até o momento, esses tipos “fundo do poço” tiraram o foco de que você é um cara bonito. Não virou o galã. Gostaria?

(Risos) Acho que buscamos seduzir o público, tudo está contido em nós. Então, depende do personagem, do papel, do que precisa ser trabalhado.

É vaidoso?

Já fui bastante, acho que já fui bastante vaidoso. Hoje, para falar a verdade, acho que eu precisava ser mais. Foi uma libertação, mas hoje eu cuido menos de mim. É preciso um equilíbrio neste sentido que eu ainda não encontrei.

Está ao lado de Natalia Gonsales nos palcos e na vida. Como é essa relação?

A Natalia, além de ser minha esposa, trabalha muito junto comigo. A gente tem essa identificação. Não é só discutir sobre trabalho em casa, a gente se ajuda, conversa sobre tudo. Absolutamente tudo.

Esse é o nosso formato de relação, o que funciona. Não existe posse, não existe ciúme, não existem obrigações. Não existe nada além de duas pessoas que se gostam e que têm vidas independentes, levadas em uma grande parceria.

Há outra mulher importante: sua filha.

Ana Clara é muito especial. Ela tem um olhar sobre o mundo que está muito à frente do meu. Ela tem 15 anos, é uma adolescente, e me passa a perna quase que diariamente. (Risos) Ela me reabastece com pensamentos, ideias, formas de ver o mundo, que estão mais de acordo com o que é necessário para evoluirmos. Essa geração da minha filha me mostra que o mundo está mudando. Para melhor.


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