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Importância da dor para a preservação da vida humana
Doutor João Responde

Importância da dor para a preservação da vida humana

Saúde e doença saem de um tronco único, visto que têm uma só e mesma base: a dor de crescer. Dor é uma experiência sensorial desagradável associada com lesão tecidual real ou potencial, refletindo a sensação de ameaça à integridade da pessoa.

Como ela é um experimento, cada ser irá vivenciar a dor de forma diferente.

Como está intimamente ligada à maneira como lidamos com ela, não dá para separar dor de emoção.

Antigamente, se acreditava que a dor pudesse surgir do coração, tamanha é a relação entre ela e a emoção.

A dor alerta ao cérebro que o organismo pode estar em perigo, mesmo que não tenha havido nenhuma lesão física.

Embora incômoda e desagradável, ela desempenha a função biológica de manter a plenitude da vida, contribuindo para a preservação da espécie.

Estímulos térmicos, mecânicos, químicos e elétricos podem causar dor rápida ou lenta, com manifestações localizadas, irradiadas ou referidas.

Existem dores que, apesar de produzirem sensações no corpo, nada têm a ver com o físico, ou seja, não existem alterações nos tecidos.

Denominadas psicossomáticas, essas algias manifestam-se no organismo, não pelo fato de haver um problema nele, mas porque existe algo em nível psicológico, mental e ou emocional. Estas dores enganam pacientes e médicos, se mostrando reais e dolorosas.

Em algumas situações, as dores psicossomáticas têm uma mistura de dor física e emocional.

Estando interligadas, torna-se difícil saber por onde elas começam e, mesmo quando se descobre, levam tempo para serem esclarecidas.

As manifestações dolorosas psicossomáticas também são encontradas em dores crônicas e, o fato de agirem no corpo, levam os pacientes a nunca acreditarem que elas tenham uma causa emocional.

Este é o principal motivo porque muitas dores crônicas não conseguem ser eliminadas.

A maior parte dessas desordens está muito abaixo do nível de consciência do indivíduo, fazendo com que ele não perceba que existam realmente.

Por mais que olhe para o seu passado, a pessoa nunca consegue encontrar nenhum trauma, problema emocional ou algo que possa ser responsável pelas suas dores.

Além das emocionais, existem dores denominadas “existenciais” ou da “alma”. As dores psíquicas se devem a conflitos internos ou externos que a pessoa vive ou viveu. Estas dores alteram o funcionamento dos sistemas nervoso e hormonal, provocando quadros de depressão, ansiedade, inquietude, apreensão, medo, etc.

Caso não sejam resolvidas, as dores emocionais acabam por serem somatizadas com as consequências que daí surgem, quer em termos de modificações físicas, com os respectivos problemas de saúde, quer em alterações mentais, com as respectivas consequências.

Muitas vezes, qualquer terapia que ajude a reduzir o estresse pode ser benéfica na eliminação das dores emocionais, pois a pessoa aprende a olhar, dominar e resolver seus assuntos, conflitos e sofrimentos existenciais.

Dor existencial é algo bem mais profundo e que está fora do controle racional e consciente. Dor da alma é aquilo que se sente, mas que não se vê como tal e que não se consegue controlar.

Dor existencial é aquele tormento que habita no inconsciente, que dói lá, está lá, mas que não se consegue alcançar.

Dores da alma requerem uma abordagem diferente e com mais profundidade. Dores existenciais raramente têm relação com conflitos conhecidos ou vividos, acontecimentos estes que provocam dores emocionais. As dores da alma têm mais a ver com o funcionamento mental.

Filha da vida, a dor é a grande mestra do ser humano. Quem nunca sofreu não se conhece. Mudamos, quando a dor é maior que o medo da mudança.

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