search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Hospitais recusam pacientes de cirurgia para perder peso

Notícias

Saúde

Hospitais recusam pacientes de cirurgia para perder peso


Os hospitais na Grande Vitória que realizam cirurgia para redução do estômago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não estão cadastrando novos pacientes, devido à alta procura para realizar a bariátrica. Os hospitais tentam desafogar as filas, que contam com um total de 2.148 interessados à espera.

No Hospital Evangélico de Vila Velha, a fila de espera tem cerca de 1.400 pacientes aguardando atendimento. De acordo com o cirurgião bariátrico e do aparelho digestivo Tarcísio Zovico, coordenador do serviço de bariátrica do hospital, os pacientes que são chamados estão cadastrados há quatro anos.

“Estamos fazendo 20 cirurgias por mês, e antes fazíamos 15. Estamos batendo as metas e precisamos fazer a fila andar. Precisaríamos de mais hospitais que fizessem o procedimento”, afirmou.

O médico Tarcísio Zovico diz que  pacientes que estão sendo  chamados são os cadastrados há quatro anos (Foto: Dayana Souza/AT)
O médico Tarcísio Zovico diz que pacientes que estão sendo chamados são os cadastrados há quatro anos (Foto: Dayana Souza/AT)

Segundo o médico, ainda não há previsão para que novos cadastros sejam feitos. Para Tarcísio, o crescimento da obesidade e o excelente resultado da cirurgia na perda de peso e na resolução de problemas de saúde têm feito com que as pessoas procurem pelo procedimento.

Já no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), há 748 pacientes na fila do cadastro aguardando a convocação para iniciar o pré-operatório.

Em maio, em entrevista à reportagem de A Tribuna, a enfermeira da coordenação de cirurgia bariátrica do Hucam, Izabel Brunoro, afirmou que o cadastro para novos pacientes fazerem a cirurgia estava paralisado até julho. “Dessa forma, conseguimos atender melhor quem já está cadastrado. Mas em julho abriremos novamente”, disse na época.

Semana passada, um motorista de aplicativo de 40 anos, morador de Cariacica, que preferiu não se identificar, esteve no Hucam, mas foi informado que o hospital não estava aceitando novos cadastros.

“Mesmo com o encaminhamento da médica, fui informado por uma funcionária que a fila estava suspensa. Já é a terceira vez que vou ao local. Me disseram que ainda não está definida a data que será aberta, mas falaram para eu voltar em outubro”, relatou.

A reportagem ligou para o hospital na última quinta-feira (11) e foi informada pela atendente que novos pacientes não estavam sendo cadastrados. “Sugiro que você ligue em outubro para se informar”, disse.

 (Foto: A Tribuna)
(Foto: A Tribuna)

Programa funciona o ano inteiro, afirma Hucam

O Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam) informou que os pacientes chegam ao programa referenciados por profissionais de unidades vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Por meio de nota, o hospital garantiu que tem um fluxo de entrada para cadastro e pré-avaliação para o programa de cirurgia bariátrica que funciona o ano inteiro, em períodos pré-determinados. “Em nenhum momento houve interrupção do programa ou ele foi fechado para casos novos”, diz a nota.

A assessoria do hospital afirmou que os pacientes que forem ao Hucam em outubro serão incluídos no cadastro.

No Hospital Evangélico Cachoeiro de Itapemirim, o agendamento para consulta de novos pacientes ficou fechado até julho, segundo informou o cirurgião bariátrico André Mattar, coordenador do serviço bariátrico do hospital. “A partir deste mês começaremos a atender, para primeira consulta, 15 pacientes por mês. Cerca de 300 pacientes aguardam a cirurgia. Por mês realizamos 30 cirurgias.”

Saiba mais

A cirurgia

  • A cirurgia bariátrica e metabólica tem como objetivo reduzir o peso de pessoas com o índice de massa corporal (IMC) muito elevado.
  • Esse tipo de cirurgia está indicada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para pacientes com IMC acima de 35 que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue e problemas articulares, ou para pacientes com IMC maior que 40 que não tenham obtido sucesso na perda de peso após dois anos de tratamento clínico.
  • Também é indicado para pacientes com IMC entre 30 e 35 na presença de doenças que tenham obrigatoriamente a classificação “grave” por um médico especialista na respectiva área da doença.

Avaliação

  • Antes da cirurgia, todo paciente precisa ser avaliado individualmente, devendo ser submetido a uma avaliação clínica e laboratorial que inclui, além da aferição da pressão arterial, dosagens da glicemia, lipídeos e outras dosagens sanguíneas, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar.
  • A avaliação psicológica também faz parte dos procedimentos pré-operatórios obrigatórios. Pacientes com doença psiquiátrica grave devem ser tratados antes da cirurgia.

Quem pode fazer

  • A indicação cirúrgica deve ser baseada na análise de quatro critérios: IMC, idade, doenças associadas e tempo da doença.

Contraindicação

  • Pessoas com limitação intelectual significativa, sem suporte familiar adequado, quadro de transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo uso contínuo de álcool ou drogas ilícitas, e doenças genéticas não são recomendadas à cirurgia.
  • Quem tem doença cardiopulmonar grave e descompensada que influencia a relação risco-benefício também não é indicado à cirurgia.

Fonte: Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados