Luiz Fernando Brumana

Luiz Fernando Brumana

"Homem-Formiga e a Vespa": um filme de perseguição com heróis

 (Foto: Divulgação)
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E já temos mais um filme da Marvel. O estúdio, que acaba de completar 10 anos, segue em ritmo acelerado e lançou, esta semana, Homem-Formiga e a Vespa. É o primeiro com o nome de uma heroína no título, mesmo que a história ainda precise abrir mais espaço para ela.

Continuação do longa-metragem de 2015, o lançamento da obra do diretor Peyton Reed chega repleto de expectativa. Não porque o primeiro filme foi tão bom para isso, mas devido ao último lançamento do estúdio, o avassalador "Vingadores: Guerra Infinita", e se esperava uma ligação para dar continuidade ao universo compartilhado dos heróis. Para a felicidade dos fãs, isso acontece, porém de uma forma bem sutil. (Prestem atenção nos diálogos). 

Sutileza e desprendimento talvez possam descrever essa franquia. Scott Lang, vivido por Paul Rudd (Patricinhas de Beverly Hills), não enfrenta inimigos que pretendem aniquilar o mundo ou metade dele. Seus adversários são pessoas gananciosas ou que têm alguma motivação pessoal para ir contra os interesses do protagonista.

 (Foto: Divulgação)
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Desta vez é uma vilã, encarnada por Hannah John-Kamen. A Fantasma tem o poder de desaparecer, mas este dom é resultado de um acidente em laboratório científico que leva suas moléculas a se autodestruírem e se recriarem infinitas vezes, uma experiência dolorosa. Até por isso, ela não tem todo o perfil maligno que se espera de uma antagonista de filmes de heróis, o que acaba tornando-a não tão ameaçadora. Enfim, não entrará no panteão dos grandes vilões.

Se o primeiro filme tinha como inspiração os clássicos de assalto, este continua na mesma pegada, porém como um segundo ato, no qual ocorrem as perseguições. O roteiro se sustenta na busca por resgatar o laboratório em tamanho portátil do cientista Dr. Hank Pym, vivido por Michael Douglas. 

 (Foto: Divulgação)
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Recebido com euforia no primeiro filme, ele agora divide as atenções com outra estrela maior de Hollywood: Michelle Pfeiffer vive a Vespa original, Janet Van Dyne, e está suprime (não há como esquecer dela como a melhor Mulher-Gato do cinema em Batman - o Retorno de Tim Burton). Esta Vespa, inclusive, foi a primeira heroína da Marvel nos quadrinhos.

Quem também está bem é Evangeline Lilly (Lost) que é a Vespa atual, Hope Van Dyne. Ela tem mais espaço que no primeiro longa-metragem, mas a atriz é excelente e precisaria de mais cenas para brilhar. Mesmo com algumas lutas muito bem coreografadas, ela ainda se apresenta como parceira de Scott Lang.

Para o mês de férias escolares, Homem-Formiga e a Vespa é um bom entretenimento para a família.Tanto que no Cinesystem do Boulevard Shopping, em Vila Velha (ES), no dia de estreia, já dividia as atenções com outra aposta da temporada para o mesmo público: Os Incríveis 2

O humor peculiar da Marvel está presente no longa-metragem que não deu passos arriscados, mas garantiu que a missão dado fosse cumprida. Se me cabe mais uma dica: assistam a cena pós-crédito.