Guarda-móveis lucram com falta de espaço

 (Foto: Divulgação)
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Com apartamentos cada vez mais compactos, quem tem móveis antigos e grandes coleções sofre para encontrar um lugar que acomode tudo com perfeição. E, infelizmente, muitas vezes não consegue espaço para arrumar tudo como gostaria.

Mas hoje já dá para guardar de tudo em galpões com total segurança. Os “self storage”, muito populares fora do Brasil, chegaram ao Espírito Santo e são uma opção principalmente para a guarda de forma segura de documentos, obras de arte, vinhos, instrumentos musicais e tudo mais que for de valor para o cliente.

Esses boxes privativos, com áreas que variam de 15m³ até 100m³, contam com segurança 24h e uma enorme vantagem: custam menos do que o aluguel de um apartamento. A média de preço é R$ 27 por metro cúbico, por mês, sem taxas adicionais.

Alessandra Manso Castro administra uma empresa do ramo e destacou que muitos de seus clientes são brasileiros que mudaram para outro país e não quiseram se desfazer de pertences com valor sentimental.

“Tenho clientes que guardam coleções inteiras, móveis antigos herdados de algum familiar, documentos e obras de arte. A vantagem, além da segurança, é que as coisas são embaladas corretamente e não vão estragar”, disse.

Bruna Sherlock, 33, decidiu morar no Reino Unido há 5 anos e alugou um boxe para guardar móveis, documentos e fotos, entre outros pertences. “Tem coisas que, se fosse vender, não pagariam o que vale. Optei por alugar esse espaço e, com o aluguel do meu apartamento, pago a mensalidade e ainda sobra”.

Entre as vantagens de alugar esses espaços estão a falta de burocracia, a flexibilidade e a facilidade de acesso. Apenas com documentos pessoais e comprovante de residência é possível alugar um boxe. O pagamento é sempre antecipado.

O boxe é trancado com o cadeado do próprio cliente, e a empresa de armazenamento não tem acesso ao seu interior. Não são permitidos produtos químicos, perecíveis e ilegais, como drogas ou armas. Se algo for descoberto, a responsabilidade é do cliente, que faz ainda um inventário com o valor aproximado dos seus bens.

Por Luciana Pimentel