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Gratz fala sobre legalização do jogo e cassino no Estado

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Gratz fala sobre legalização do jogo e cassino no Estado


 

Gratz. Foto: Wilton Junior / AT.
Gratz. Foto: Wilton Junior / AT.
Gratz. Foto: Wilton Junior / AT.

José Carlos Gratz, ex-deputado estadual e ex-dono de jogo do bicho, que teve cassinos clandestinos em Guarapari, Vitória e Caldas Novas (Goiás), conversou com a reportagem na terça-feira (12) e falou que desde 1980 luta pela legalização de cassinos no Brasil.

“Foram anos de debates, mas o que impediu que isso acontecesse foi 99% de hipocrisia do sistema político brasileiro e 1% da sociedade. Saí desse ramo em 1990, ao ingressar na vida pública, o que me trouxe muito arrependimento."

A TRIBUNA — No Brasil existem empresários com capacidade de investir em cassinos?

JOSÉ CARLOS GRATZ — Os cassinos são legalizados em praticamente todo o mundo. Eu conheço o sistema de jogo em quase todos os países. Nas Américas só não existe em Cuba e no Brasil.

Na Europa, não conheço nenhum país que não tenha cassino. No Brasil, não acredito que tenha alguém com capacidade financeira e conhecimento aprimorado para montar um cassino. Ele terá de se associar a quem é do ramo, até mesmo de fora.

Um cassino em Las Vegas (EUA), por exemplo, considerando obra e montagem, custa entre US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões. Na América do Sul, pegando o Uruguai como referência, o Carrasco (cassino em Montevidéu) custou US$ 200 milhões só para reforma. E o Conrad (no balneário de Punta del Este) não custou menos do que US$ 500 milhões.

Mas o Brasil tem potencial para abrigar cassinos?

Tem potencial muito grande, mas aí vem a grande preocupação. Eu, que já fui do ramo — não sou mais —, conheço bem esse segmento. Recebo vários telefonemas de pessoas leigas achando que montar um cassino é algo simples e fácil de ganhar dinheiro.

A reportagem completa pode ser conferida na edição impressa de A Tribuna desta quarta-feira (13).

Texto: Eliane Proscholdt e Gilberto Medeiros


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