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Golpe da moda: Amigo solidário do WhatsApp
Mundo Digital
Eduardo Pinheiro

Eduardo Pinheiro


Golpe da moda: Amigo solidário do WhatsApp

 (Arte: André Felix / AT)
(Arte: André Felix / AT)

Nas últimas semanas têm crescido em todo o Estado um novo golpe do WhatsApp em que a pessoa que tem o perfil do aplicativo sequestrado não é o alvo principal. Os criminosos, após o sequestro da conta do programa de mensagens, entram em contato com parentes e amigos próximos da vítima, criam uma situação de emergência e fazem com que essas pessoas depositem quantias em dinheiro em contas bancárias indicadas pelos bandidos, achando que estão atendendo um pedido de urgência da vítima. Seus parentes ou amigos que ficarão com o prejuízo e não você que deu causa a essa fraude.

A novidade é que esse golpe agora utiliza plataformas de vendas, principalmente a OLX, para obter nos anúncios o nome e número do telefone do alvo do sequestro do aplicativo. Os criminosos ficam atentos aos novos anúncios e, assim que a vítima publica os dados de venda do produto ou serviço, com nome e telefone de contato, imediatamente, os golpistas telefonam para a vítima. Nessa etapa, fingem ser um funcionário da plataforma de vendas e solicitam um código via Short Message Service (SMS), em português - Serviço de Mensagens Curtas - que, supostamente, foi enviado pela empresa para validar o anúncio.

Na verdade, os estelionatários, de posse do número do celular da vítima, habilitam em um WhatsApp novo, ainda sem um número associado a ele. Desse modo, o procedimento automático de validação do WhastApp envia para o número de telefone da vítima um código de autenticação, para constatar se é realmente o titular daquele perfil. Em seguida, o criminoso liga para a vítima e esta, achando que se trata do funcionário da plataforma de anúncios, passa, inocentemente, o código de validação para o criminoso, via mensagem de SMS.

Os criminosos passam boa parte do tempo garimpando anúncios recém postados, para aplicar o golpe. Vale destacar que os meliantes contam com a impulsividade e a empolgação das pessoas em realizar um anúncio gratuito e com grande potencial de abrangência, conseguindo assim boa margem de sucesso na execução do golpe.

Essa técnica utilizada pelos criminosos é conhecida como “engenharia social”, que consiste na manipulação psicológica de pessoas para a execução de ações ou divulgação de dados confidenciais. No crime de sequestro de WhatsApp, via plataforma de anúncios, ocorre o clássico exemplo de engenharia social, em que o criminoso se passa por um funcionário de uma empresa, para obter a informação que precisa, para praticar crimes.

Para evitar cair nesses golpes, a principal dica é nunca responder mensagens que solicitem verificação de códigos por SMS, desconfie sempre desse tipo de pedido quando você não fez nenhuma solicitação. Esse tipo de fraude pode ainda ser evitada com o simples processo de realização da dupla verificação, disponível nas configurações do WhatsApp. Por essa dupla verificação, o usuário informa um e-mail e um código criado por ele mesmo para habilitar o perfil do aplicativo em outro smartphone.

Por fim, vai aí uma última dica: se receber mensagem, supostamente, de um parente ou amigo solicitando, em caráter de urgência, um favorzinho fraternal de emprestar uma quantia, via depósito bancário em conta específica, tenha cautela. Certifique-se de todas as formas possíveis de que é realmente o seu amigo que está precisando desse favor, pois a chance de ser um cibercriminoso se passando pelo seu amigo, para obter vantagens indevidas e criminosas é, consideravelmente, alta. Então fique esperto!
 


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