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Gastrite vira doença de crianças e adolescentes
AT em Família

Gastrite vira doença de crianças e adolescentes

Thaís Tristão: “Ansiedade e estresse  também podem causar gastrite” (Foto: Divulgação)
Thaís Tristão: “Ansiedade e estresse também podem causar gastrite” (Foto: Divulgação)
Por Luciana Pimentel

Dor enjoadinha no abdômen, náuseas, vômitos, saciedade precoce, recusa alimentar, perda de peso e mau hálito. Esses são os principais sintomas da gastrite, uma lesão inflamatória do estômago que geralmente acomete os adultos, mas que cresce cada dia mais entre crianças e adolescentes.

Especialista em gastroenterologia e hepatologia pediátrica, a médica Thaís Tristão Santos Sasso destacou que o aumento no número de casos em crianças se dá, principalmente, pelos maus hábitos alimentares.

Já nos adolescentes, o consumo de bebidas alcoólicas e o uso indiscriminado de medicamentos, em especial os anti-inflamatórios, são as causas mais comuns da doença.

Ela alertou que os principais fatores de risco são os comportamentais citados acima, mas a contaminação por bactérias colabora para o desenvolvimento da patologia. E o pior: a transmissão dessa bactéria é interpessoal, portanto, o adulto pode ser fonte de contaminação para a criança.

“A bactéria mais comumente associada (não sendo necessariamente a causa) é a Helicobacter pylori (popularmente conhecida como H. pylori), que é adaptada para colonizar a mucosa gástrica. Ela pode estar presente em todas as faixas etárias, até mesmo nas crianças pequenas, e a maioria dos infectados não apresenta nenhum sintoma”, destacou.

A H. pylori acomete 30% das crianças brasileiras de seis a oito anos e 78% das crianças e jovens de 10 a 18 anos, de acordo com levantamento divulgado pela Organização Mundial de Gastroenterologia.

“Algumas condições sanitárias, como falta de higiene, de água potável e muitos habitantes no mesmo lar, são consideradas fatores de risco para infecção pelo H. pylori. Logo, a higiene correta reduz a chance de transmissão dessa bactéria”, disse a especialista.

A rotina cheia de atividades e a prática de esportes competitivos desde muito cedo podem gerar ansiedade e estresse e também levar a uma gastrite, principalmente se a criança tem predisposição à doença.

Thaís Tristão Santos Sasso acrescentou que uma dieta saudável e o uso correto de anti-inflamatórios ajudam a preservar a mucosa gástrica.

O diagnóstico da doença é feito por meio de endoscopia digestiva alta, geralmente acompanhada de biópsia.

“O tratamento tem como objetivo a cicatrização da mucosa, a resolução dos sintomas e a cura da doença”, salientou a médica.

A reportagem completa você confere no jornal A Tribuna deste domingo (17). 


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