Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Gabriel Thomaz Trio lança disco de estreia, "Babababa"

Música

Gabriel Thomaz Trio lança disco de estreia, "Babababa"


Gabriel Thomaz tem bastante bagagem para dividir quando o assunto é rock n' roll. Líder do Autoramas, também capitaneou por nove anos o Little Quail & The Mad Birds, que fez seus últimos voos rasantes no céu do underground brasileiro em 1997 e assinou composições para artistas como Raimundos e Lilian (Jovem Guarda). Além disso, Gabriel conseguiu algo quase impensável para muitas bandas de rock tupiniquins: viver de música.

Foto: Tuti AC / Divulgação
Foto: Tuti AC / Divulgação

Gabriel dá a bicuda inicial no lançamento de "Babababa", seu primeiro disco do projeto Gabriel Thomaz Trio, um grupo de música instrumental que traz a assinatura sonora do músico, com diferentes pedais e efeitos, além do já característico vibrato. O álbum, distirbuído pela Hearts Bleed Blue, foi lançado em formato digital nesta sexta e está disponível na loja da gravadora.

"Começamos o projeto em 2016, como projeto paralelo ao Autoramas e fomos fazendo as músicas devagar. No Autoramas, sempre gravamos temas instrumentais. Sempre gostei muito dessas músicas, mas elas perdiam muito espaço nos shows. Pensei, então, em fazer um outro projeto. Não sei se as músicas são muito diferentes do Autoramas, mas o conceito é diferente", contou em entrevista ao Tribuna Online.

Sobre a gravação, Gabriel conta que o processo não foi lá muito árduo, uma vez que o trio já estava bem entrosado. "Gravamos na Associação Cecília, que é onde a gente ensaia. Fizemos junto com nosso grande produtor, Billy Comodoro, foi sensacional. A banda já estava bem ensaiada, então chegamos e registramos".

Autoramas
A banda principal de Gabriel, o Autoramas, galgou uma sólida história no cenário independente brasileiro. Com turnês pelos Estados Unidos, Europa, Japão e América Latina, a banda carioca (liderada pelo brasiliense), se destaca no cenário internacional, também, por não abandonar a língua-mãe. O português é o idioma oficial de todas as músicas da banda.

"É um barato. Mas cantar em português não é nenhuma mágica. Fazemos muitos shows na Europa, América Latina e Japão, e isso pra eles não muda nada. A admiração pelo Brasil é muito grande e acham nossa língua linda. Na Europa, é uma coisa muito comum. É comum ver artistas cantando em tcheco, italiano, alemão. Nos Estados Unidos, um país bem conservador, pode ser uma barreira bem complicada. Mas não é nenhum bicho de sete cabeças".

Sobre viver de música, o brasiliense não esconde que vive o sonho de qualquer moleque que toca guitarra na garagem. "É uma alegria, um prazer enorme. Poder viajar, conhecer pessoas, ver shows. Tocar com guitarras lindas. É um privilégio. As coisas não tão boas que acontecem na vida são todas compensadas por isso. Recebemos de volta um valor muito alto por fazermos isso."

Contos do Rock
Em 1996, o então ativo LIttle Quail & The Mad Birds foi convocado para subir ao palco do Close Up Festival, que trazia como headliner os lendários Sex Pistols. Além deles, o lineup contava com nomes como Bad Religion e Silverchair, trio australiano formado por jovens ainda púberes.

O livro do rock n' roll, no entanto, não é feito de páginas lineares. O festival foi uma das derradeiras pás de cal numa já cavada sepultura que esperava pelo Little Quail. "O Zé (baixista) se atrasou, chegou fora do horário e deu tudo errado. A gente já morava junto e brigava o dia inteiro. Houve também um erro com o nosso horário, mudaram a programação. Falei com o Zé e ele não acreditou.

Ele chegou no horário original e aí, depois de confusão com os produtores, o show foi cancelado. A banda era algo paradoxal, porque a gente cantava sobre coisas alegres e vivia brigando (risos). Fui gravar as músicas que deram no primeiro disco do Autoramas sozinho, foi um golpe forte, mas não só pelo show. Ainda fizemos mais uns 12 shows depois disso", lembrou Gabriel sobre o episódio que já foi parar nas paginas do seu livro, "Magnéticos 90" (Edições Ideal).


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados