search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Fotógrafa dá lição de solidariedade após vencer câncer

Notícias

Cidades

Fotógrafa dá lição de solidariedade após vencer câncer


A fotógrafa Viviane Hoffmann, de 26 anos, sempre foi vaidosa, como ela mesma diz. Mas a luta contra um câncer, descoberto em 2016, ensinou a ela que a autoestima vai muito além dos cabelos longos.

A partir dessa experiência, Viviane resolveu ajudar outras mulheres em situação parecida. Aproveitou os seus conhecimentos profissionais e passou a fotografar outras mulheres que também enfrentam a luta contra o câncer.

O projeto começou depois que ela passou pelo tratamento da doença, um linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, responsável pelas defesas do corpo.

Assim que deu início ao tratamento, foi informada pelo médico que uma das reações seria a queda do cabelo. Para não ter o choque de vê-lo caindo, decidiu cortar. “Eu fiquei praticamente careca. Minhas sobrancelhas caíram também e emagreci muito”, relatou.

Viviane desenvolveu projeto sobre a autoestima da mulher com câncer. (Foto:  Kadidja Fernandes/AT)
Viviane desenvolveu projeto sobre a autoestima da mulher com câncer. (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

A demora do cabelo em crescer, o tratamento e o emagrecimento contribuíram para a perda da autoestima da fotógrafa. Ao fim da quimioterapia, depois de seis meses, surgiu a oportunidade de realizar um sonho antigo: fazer um curso superior em fotografia.

Ao ingressar no curso, a fotógrafa já tinha em mente sobre o que seria seu trabalho de conclusão de curso (TCC): a autoestima da mulher com câncer. “A ideia surgiu com o que vivenciei. Sei o quanto a autoestima influencia na vida. Só quem está passando por aquele momento difícil tem noção disso”.

Produzir o TCC não foi uma tarefa fácil. “Conciliar tudo foi muito difícil, até porque eu estava lidando com mulheres doentes. Não era todo dia que elas estavam bem”.

A maquiadora Ranieli Mattos, 20 anos, foi uma das participantes do projeto e contou que “foi uma experiência incrível”. “Estava numa fase de muitas crises de ansiedade e já não conseguia mais me ver como antes. Nunca havia feito um ensaio profissional e foi tudo muito espontâneo e com muitas risadas”, contou.

“Elas se sentiram lindas e felizes”, diz Viviane Hoffmann

Após vencer um câncer, a fotógrafa Viviane Hoffmann, 26, usou sua experiência pessoal e profissional para ajudar a recuperar a autoestima de mulheres que estavam passando pelo tratamento.

Como descobriu o câncer?
Através de um caroço que apareceu no pescoço, menor que uma ervilha. Após exames, veio a confirmação.

Como foi o tratamento e como ele te afetou fisicamente?

Foi um processo muito difícil, com quimioterapia por seis meses. Sempre fui vaidosa. Sempre gostei de cuidar dos meus cabelos, de me maquiar e me sentir bonita. Com o tratamento de quimioterapia, decidi cortar o cabelo, porque o médico deixou claro que ia cair. Eu tinha o cabelo muito grande. Ele caiu 90%, então fiquei praticamente sem cabelo.

Minhas sobrancelhas caíram também, emagreci muito. Meu peso atual é de 62 quilos e eu cheguei a 45.

Como isso te afetou psicologicamente?

Eu sei o quanto a autoestima influencia na vida. Só quem está passando por aquele momento difícil tem noção.

As pessoas falam sobre como o cabelo vai crescer, mas mexe muito com a gente, mexe com a autoestima e o psicológico.

O curso de fotografia sempre esteve em seus planos?

Sempre foi um sonho. Trabalho com fotografia há cinco anos, mas antes não tive a oportunidade de fazer curso superior. Com o fim do tratamento, veio a oportunidade.

De onde veio a ideia de fazer o projeto com as mulheres?

A ideia foi baseada no que vivi. Todas as mulheres que fotografei tinham mais ou menos a minha idade.

Tenho dois filhos, fazia as outras matérias do curso e tinha meu trabalho. Conciliar tudo foi muito difícil, até porque, estava lidando com mulheres doentes, algumas já tinham terminado o tratamento, outras não. Então, não era todo dia que elas estavam bem.

Como foi para elas?

Elas amaram. No dia, elas estavam se sentindo lindas e felizes com tudo o que estava acontecendo.

Quais são seus planos a partir de agora?

A fotografia sempre foi meu sonho. Meu plano é continuar, não nasci para fazer outra coisa.


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados