Entretenimento

Para Assistir

Exterminador de corruptos no Brasil


O Doutrinador (brasil, 2018), de  Gustavo Bonafé. Vigilante mascarado ataca os corruptos. (Foto: Aline Arruda/Divulgação/O Doutrinador )
O Doutrinador (brasil, 2018), de Gustavo Bonafé. Vigilante mascarado ataca os corruptos. (Foto: Aline Arruda/Divulgação/O Doutrinador )
Chega! Basta de corrupção! O grito que está na garganta de muitos, para ele, é urgente. E ele está no limite da loucura, só pensa em vingança. Seu alvo? Políticos brasileiros.

O homem que decide acabar com a corrupção no Brasil literalmente aniquilando os maus políticos está previsto para estrear nos cinemas na próxima quinta em “O Doutrinador”.

Criado por Luciano Cunha para os quadrinhos em 2008, o anti-herói ganhou as telonas e quem vive o justiceiro é o ator Kiko Pissolato. “É o personagem da minha vida”, diz ele.

O Doutrinador (brasil, 2018), de  Gustavo Bonafé. Vigilante mascarado ataca os corruptos. (Foto: Aline Arruda/Divulgação/O Doutrinador )
O Doutrinador (brasil, 2018), de Gustavo Bonafé. Vigilante mascarado ataca os corruptos. (Foto: Aline Arruda/Divulgação/O Doutrinador )
O filme de Gustavo Bonafé e Fabio Mendonça conta a história de Miguel (Pissolato), um agente federal altamente treinado que, após tragédia pessoal, resolve partir para o ataque.

“O personagem surgiu da minha total indignação contra a classe política brasileira”, afirma Luciano Cunha, completando que o justiceiro é apartidário. “O Doutrinador não tem bandeira ideológica, já que não há um único partido político em nosso País que possa levantar uma bandeira de lisura”, conclui.

“Doutrinador é anti-herói. O que ele faz é errado” - Kiko Pissolato, ator

AT2: Você tem o hábito de ler quadrinhos? Tem algum personagem preferido?
Kiko Pissolato: Adoro super-heróis e já passei essa paixão para o meu filho. A gente tem uma coleção de bonecos que digo que é dele, mas, na verdade, é minha. Meu preferido, sem dúvida, é o Batman.

AT2: Você disse que sua carreira e a sua vida caminharam juntos até este ponto: representar o Doutrinador. Por quê?
Kiko Pissolato: Para mim, que estou na batalha, no teatro, que não tenho esse status estabelecido de carreira, ter a oportunidade de fazer um protagonista é um marco, um divisor de águas.

Sendo um filme de gênero, um filme de ação e um filme de super-herói, é praticamente inédito. A minha experiência de atleta somada à minha experiência de lutador, somada à minha experiência de espectador de filme de ação, de fã de super-herói, de fã de cinema, tudo isso me deu a bagagem necessária para encarar esse personagem com tranquilidade, com segurança. Posso dizer, sem dúvida nenhuma, que é, até este momento, logicamente, o personagem da minha vida.

O Doutrinador (brasil, 2018), de  Gustavo Bonafé. Vigilante mascarado ataca os corruptos. (Foto: Aline Arruda/Divulgação/O Doutrinador )
O Doutrinador (brasil, 2018), de Gustavo Bonafé. Vigilante mascarado ataca os corruptos. (Foto: Aline Arruda/Divulgação/O Doutrinador )
AT2: Quem é “O Doutrinador”?
Kiko Pissolato: O Miguel é um cara muito passional e essa passionalidade faz dele um cara intenso em tudo na vida. É um cara que leva a profissão dele com muita dedicação.

A filha dele é o amor absoluto. Quando ele se vê sem chão na vida pessoal, acaba deixando o lado passional tomar conta do lado profissional e da sua consciência, virando o Doutrinador, colocando o alter-ego dele para fora, essa vontade inconsciente que ele tinha.

O Doutrinador é um anti-herói. Ele é algo que a gente tem vontade de realizar lá no inconsciente, mas não tem coragem, porque sabe que é errado. Todo mundo sabe que o que ele faz é errado, mas ele realiza isso de forma explosiva, através de um trauma que houve com o Miguel. Ele deixa de ser o Miguel e passa a ser o Doutrinador. O Miguel vira o disfarce.

AT2: Você assumiu algumas das cenas de ação? Por que não deixar para o dublê?
Kiko Pissolato: A vontade de fazer, a vontade de participar. Se você me chama para brincar na sua casa e chega na hora da brincadeira você diz que eu vou ficar assistindo a brincadeira, não vou querer. Vou querer brincar até o final.

O paralelo aqui é o mesmo: sou uma criança e quero brincar até o final. É o sentimento mais infantil e egoísta possível. De querer fazer, de querer brincar.

Também tem outra questão: não tínhamos muito tempo para preparar o dublê. Por exemplo: eu via o dublê caminhando e via que não era o caminhar do Doutrinador que eu tinha construído. Não é simplesmente fazer uma cena de luta. Eu luto com a bagagem do Doutrinador/Miguel.

O Doutrinador (brasil, 2018), de  Gustavo Bonafé. Vigilante mascarado ataca os corruptos. (Foto: Aline Arruda/Divulgação/O Doutrinador )
O Doutrinador (brasil, 2018), de Gustavo Bonafé. Vigilante mascarado ataca os corruptos. (Foto: Aline Arruda/Divulgação/O Doutrinador )
CURIOSIDADES

Vilão
“O Sandro é um político corrupto e comprometido, que pensa apenas em benefícios para si. Me inspirei nas dezenas de péssimos exemplos que temos espalhados pelo País há anos. Não sei se consegui chegar ao nível asqueroso deles”, disse Eduardo Moscovis sobre o governador Sandro Correia, seu personagem e um dos alvos do Doutrinador.
 

Efeitos de Rodrigo Aragão
O responsável pelos efeitos especiais práticos do filme é o cineasta e monstrólogo capixaba Rodrigo Aragão. Ele não revelou o destino do personagem de Eduardo Moscovis na produção, mas uma de suas tarefas foi produzir um boneco de Moscovis ensanguentado.

“Além disso, foram muitos assassinatos e tiros na cabeça, porque o Doutrinador tem uma boa mira. Foi muito divertido”, antecipou.