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Ex-líder da Telexfree é preso por suspeita de esquema de pirâmide financeira

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Economia

Ex-líder da Telexfree é preso por suspeita de esquema de pirâmide financeira


O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) realizou nesta segunda-feira (11), a pedido da Justiça de São Paulo, a prisão do ex-líder da Telexfree Dilhermano Pereira Gonçalves, por participação em outra empresa acusada de realizar um esquema de pirâmide financeira, a Pay Diamond, que oferecia lucro a quem investisse na compra de diamantes.

Dilhermano é apontado como líder de expansão do grupo nas operações do Sudeste do Brasil e é citado como um dos principais organizadores da Pay Diamond no Espírito Santo. Ele chegou a ter um mandado de prisão emitido em 16 de setembro, que só foi cumprido na última terça-feira (5).

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), autor da ação penal, a prisão preventiva de Dilhermano ocorre devido à prática de "crimes contra inúmeras pessoas dentro e fora do Brasil", envolvendo milhões de reais.

A Pay Diamond surgiu em 2015 e começou a ser investigada pela Polícia Civil já em 2016, quando, segundo investigação, os bens da empresa foram transferidos para o peruano Mefiboset Flaviano Mendonza Valverde, que na época trabalhava como porteiro em um hotel em Brasília.

O nome de Mefiboset, entretanto, não consta em nenhum material publicitário da empresa. Questionado sobre Mefiboset, Dilhermano confirmou nunca ter ouvido esse nome.

A proposta da Pay Diamond envolvia a venda de pacotes de investimento em diamantes. Esses pacotes dariam um retorno semanal de 5% do valor investido ao cliente, que poderia sacar seu rendimento. Ao final de 25 semanas, o cliente poderia escolher se reinvestiria o dinheiro obtido ou se receberia o valor em diamantes.

Além disso, o cliente poderia obter retorno financeiro indicando novas pessoas para compra de pacotes, que rendia uma porcentagem para cada "liderança", além de a pessoa indicadora receber uma parte de todos os ganhos da rede que se formassem a partir de suas indicações. A família de Dilhermano não quis comentar sobre o caso.

Dilhermano ficou popular no Estado por causa dos vídeos entrevistando Carlos Costa, dono da Telexfree, e outras lideranças como Renato Alves. Este último apontado como laranja e suspeito de lavagem de dinheiro no show de Paul McCartney no estádio Kléber Andrade, em Cariacica, no dia 10 de novembro de 2014.

Telexfree deve a 2 milhões de pessoas

A Telexfree, empresa que Dilhermano exerceu função de influência, teve sua falência decretada em setembro deste ano, após realizar uma das maiores fraudes financeiras da história do Brasil, de acordo com informações do Ministério da Justiça e do Ministério Público Federal.

A empresa Ympactus Comercial S/A criou, em 2014, o nome fantasia sob o pretexto de ser uma provedora de telefonia via internet (VoIP), sem a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sediada no Espírito Santo, utilizando-se de uma empresa fantasma nos Estados Unidos para passar a impressão de que se tratava de uma filial com credibilidade.

O esquema utilizado pela empresa tratava-se do esquema Ponzi, onde há a promessa de lucro para um indivíduo baseando-se na quantidade de dinheiro pago por investidores que ingressarem posteriormente ao esquema, criando o que se tornou popularmente conhecido como pirâmide financeira.

Atualmente, a empresa deve cerca de R$ 2,5 bilhões à Fazenda Nacional no Espírito Santo. Três outros sócios da Telexfree aparecem nas três posições seguintes da lista da Fazenda. São eles: Carlos Roberto Costa, Carlos Nataniel Wanzeler e James Matthew Merrill. Estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas estão aguardando para receber dinheiro da empresa.

Em janeiro deste ano, o dono da Telexfree, Carlos Roberto Costa, foi condenado pela Justiça a três anos, sete meses e 21 dias de prisão por omitir e prestar informações falsas na declaração de imposto de renda de pessoa física, sonegando R$ 3.960.073,13.

A defesa de Dilhermano Pereira Gonçalves foi procurada, mas não respondeu à reportagem

Saiba mais

Registro de fundo de Investimento

A empresa prometia investimentos, pagamentos em bitcoins e que tudo seria regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia vinculada ao Ministério da Economia.
O grupo teria conseguido registrar uma empresa junto à CVM, no caso a Multiplay Investiment Capital Ltda, que seria cotista exclusiva do fundo de investimento também denominado Paydiamond FIDC-NP. De acordo com a CVM, tudo havia sido criado para dar legitimidade ao suposto golpe.

Recrutamento

Para recrutar novos integrantes, o grupo fazia reuniões em hotéis de luxo na Grande Vitória, bem como a utilização de grupos no WhatsApp para atrair investidores para a empresa.
O uso de criptomoedas era um dos grandes atrativos do grupo, que visava o pagamento aos clientes via bitcoin ou em diamantes.
Suspeita-se de que o grupo teria utilizado as criptomoedas para esconder os lucros obtidos com o suposto esquema.

Expansão

A empresa já estava entrando no mercado da América Latina em países como Argentina, México e Bolívia. Além disso, visava crescer em Portugal.

Fonte: Ministério Público de São Paulo.


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