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Estratégias para melhorar a autoestima das crianças
AT em Família

Estratégias para melhorar a autoestima das crianças

Por Luciana Pimentel

Autoestima é a arte de amar a si mesmo, e os pais têm papel fundamental no desenvolvimento dela em seus filhos. Crianças são únicas e até irmãos, que são educados da mesma forma, carregam consigo subjetividade, particularidades e aptidões.

Quando são gêmeos, então, é preciso redobrar a atenção: a comparação entre eles pode levar a criança a se retrair e a duvidar das suas capacidades.

Psicóloga infantil, Luana Amaral explicou que, muitas vezes, os pais esquecem de ensinar as próprias emoções aos filhos, como amor, alegria, medo, tristeza, raiva, dor, angústia e frustração. E essa é uma estratégia errada.

“É através do valor recebido do núcleo familiar que ela vai enxergar como é importante para aquela família e desenvolver autoestima”.

A psicóloga lembrou que é preciso valorizar as diferenças entre os irmãos, nunca os comparar. “A criança precisa se ver como indivíduo único, saber que não precisa estar no mesmo padrão que o irmão e que está tudo bem.”

Uma dica importante é incentivar as aptidões dos irmãos: se um é bom nos esportes e o outro na música, deixe-os à vontade para fazer as atividades escolhidas por eles. Para fortalecer a individualidade, é interessante que estudem em salas separadas.

“Eles têm que vivenciar ambientes diferentes. Quando um se sobressai, passa a ser referência para o outro que é mais tímido, então isso impede que ele faça novas amizades e encontre o seu próprio ambiente”, avaliou Luana Amaral.

Sintia Flores separou os gêmeos Matheus (com a bola) e Gabriel (com o livro), de 11 anos, na escola, e ainda administrou o “ciuminho dos dois” após a chegada de Davi, de 7 (blusa azul) (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
Sintia Flores separou os gêmeos Matheus (com a bola) e Gabriel (com o livro), de 11 anos, na escola, e ainda administrou o “ciuminho dos dois” após a chegada de Davi, de 7 (blusa azul) (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

A administradora Sintia Baldon Flores, 42, separou os gêmeos Matheus e Gabriel, 11 anos, na escola. “Como um se destacava muito em sala de aula, o outro passou a duvidar da sua capacidade. Separamos os dois e o mais tímido agora tem seus próprios amigos e também vai bem na escola”, contou a mãe, que também administrou “o ciuminho dos irmãos” com a chegada do pequeno Davi, 7.

O psicólogo Tiago Nascimento de Oliveira ressaltou que os pais precisam observar os sinais de alerta e agir no momento certo. “Analise a situação e tome decisões com segurança. Não postergue intervenções, caso necessário, e tenha clareza de que, se há prejuízo para um irmão, isso tem que ser reparado”, ensinou.

Como agir

Dedique um tempo exclusivo às crianças
Esteja atento ao que as crianças pedem e dizem. Tire uma hora diária para saber como foi o dia dela e não mexa no celular nesse período. É um momento só de vocês, então dê total atenção.

Corrija os erros sem gritos
Seja paciente, pois a criança absorve o bom e o ruim. Ela precisa entender que o aprendizado é mútuo.

Dê autonomia e responsabilidade
Deixe a criança tomar pequenas decisões, como ajudar a recolher os pratos, arrumar a mesa e escolher a roupa que ela deseja usar.

Não faça comparações
Nem com irmãos nem com amigos. Ela tem que entender desde cedo que não é pior ou melhor que ninguém, apenas diferente.

Não crie rótulos

“Desajeitado”, “bobo”, “burro”. Nada disso ajuda a desenvolver uma autoestima saudável. Quando a criança fizer algo errado, apenas diga que aquilo não é correto e que ela não deve repetir o erro.

O mesmo vale para “esperto”, “ótimo” ou “inteligente”. Diga que ela fez a lição de forma correta e que fez bem em recolher os brinquedos. Elogie o comportamento, não a criança, pois assim reforça a autoestima infantil.

Estabeleça limites claros e coerentes

Se não guardar os brinquedos, não irá ao parque. Não negocie. Coloque uma condição razoável de ser aplicada e seja firme.


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