Fabiana Tostes

Fabiana Tostes


Esta é a eleição da rejeição

Mais do que o apoio, o que se vê nesta eleição é a escolha de candidatos pela rejeição ao demais, principalmente no que se refere à disputa presidencial. Não é uma tendência restrita ao Brasil. Ao seu modo, muitos outros países, como a França e os Estados Unidos, vivenciaram o mesmo. É o que o professor da Universidade do Sul da Califórnia Manuel Castell resumiu ao afirmar que: “A nova legitimidade funciona por oposição”.

Isso se enquadra no cenário de polaridade entre direita e esquerda no Brasil. Os índices de rejeição de alguns presidenciáveis que representam os extremos passam de 30%, segundo a última pesquisa Datafolha. Muitas vezes despercebido, esse dado é um dos mais relevantes ao mensurar a possibilidade de crescimento ou não de um candidato. Além disso, é importante destacar os 22% de votos brancos e nulos, que sinalizam um descrédito (até rejeição) à própria forma de fazer política.

Prioridade definida
O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), deixou claro sua prioridade na eleição “Tenho amigos de outros partidos. Mas sou uma das lideranças da Rede e é preciso fazer com que o partido cresça. Conseguimos oito candidatos federais com competitividade”, explicou. O fundo partidário e o tempo de TV são divididos de acordo com os deputados eleitos.

Só na reta final
Candidato à reeleição, o deputado federal Lelo Coimbra (MDB) aposta que o pleito será decidido nos 45 do segundo tempo. “Há um volume enorme de candidatos e essa eleição vai ser definida na última semana. Tem que se informar bem”, considera.

O MDB quer fazer três deputados estaduais e três federais, mas em coligação com quatro siglas.

Ctrl C + Ctrl V

 (Foto: Leo Rangel)
(Foto: Leo Rangel)

Em São Gabriel da Palha ocorreu um furto eleitoral de fotografia. Um candidato iria lançar candidatura em um evento, terça-feira, mas cancelou devido à chuva. Como solução, postou nas redes sociais foto do lançamento de um concorrente como se fosse o seu e ainda agradeceu aos presentes.

Mercadorias roubadas
O governo vai entregar, amanhã, à Assembleia um projeto que atualiza a lei que trata sobre comercialização de produtos roubados.

A nova redação determina que a empresa que colocar à venda mercadorias furtadas ou roubadas de outros estabelecimentos comerciais tenha seu registro cassado.

Além disso, ficaria cinco anos proibida de se inscrever para atuar no mesmo ramo.

Isolamento do PT coloca Coser e Helder em colisão
Já que não coligou com nenhum outro partido, o PT aposta suas fichas em dois ex-prefeitos para deputado federal: Helder Salomão, de Cariacica, e João Coser, de Vitória. O problema é que a expectativa interna é eleger apenas um deles. Ambos saíram das prefeituras com boas avaliações, mas Coser tem o partido nas mãos, o que lhe garante mais estrutura. Helder, por sua vez, é de reduto com menos concorrentes. Ou seja, a disputa interna está acirrada.

GALERIA

Literatura
O site da Livraria da Câmara Federal está disponibilizando belas edições de clássicos de Literatura Brasileira para baixar de graça. Entre eles: Macunaíma, de Mário de Andrade; Iracema, de José de Alencar; O Cortiço, de Aluísio Azevedo; e Dom Casmurro, de Machado de Assis.

Rede
A Direção Estadual da Rede tem tentado trazer a presidenciável Marina Silva ao Espírito Santo, mas a agenda anda apertada.

No mesmo tom
Na busca por vincular ao máximo a sua imagem com o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), o jingle de Carlos Manato, pleiteante do partido ao Palácio Anchieta, é uma adaptação da versão do presidenciável.

Moral com a Nacional
O PR nacional tem apostado em nomes do Estado. Enviou R$ 2 milhões para Magno Malta; R$ 2 milhões para sua esposa e candidata à Câmara, Lauriete; e R$ 1 milhão para o deputado estadual Gilsinho Lopes.