“Esse tempo acabou”

Caros leitores havia programado outro texto para hoje, porém, diante do impacto das notícias sobre o discurso da apresentadora Oprah Winfrey na 75ª edição do Globo de Ouro, em Los Angeles, não tive outra saída.

O que é? – O evento premia os melhores no cinema e na televisão no último ano, mas, diferente dos anteriores, essa edição foi marcada por inúmeros protestos por conta dos escândalos de abusos sexuais envolvendo nomes de Hollywood.

Aqui e em qualquer lugar – O assunto é muito sério, um tanto quanto indigesto e, mais uma vez (e quantas precisarem), volto com ele. A violência contra mulheres exige de nós – homens e mulheres –, coragem para debater, informar e, claro, denunciar.

Infelizmente, ainda temos exemplos de atos violentos envolvendo mulheres. Essa situação é ainda pior quando envolve mulheres com alguma deficiência.

Voltamos à premiação – Para chamar a atenção para o tema, as atrizes foram vestidas de preto e acompanhadas de outras ativistas. Dominamos a noite (nós mulheres fortes), que foi marcada por discursos contra o assédio sexual e em favor da igualdade de gênero.

Para relembrar – Os abusos se manifestam através da exploração sexual, o aborto, recusa de informações ou educação sexual, como o controle de natalidade, sexo não desejado, agressões, esterilização forçada, a exploração financeira e a falta de empoderamento.

Ponto alto – Muitos foram os homenageados, mas sobre essa lista não falarei porque depois que apresentadora e atriz Oprah Winfrey subiu naquele palco, linda e imponente, não consegui prestar mais atenção, esqueci tudo e me envolvi – muitos se envolveram – no profundo discurso da noite.

Ela ganhou o troféu Cecil B. DeMille, e foi a primeira mulher negra a ganhar esse prêmio, como lembrou bem. Foi tão forte a sua fala na defesa das mulheres vítimas de assédio que até hoje as notícias reverberam pelo mundo afora nos encorajando sobre nossas vidas, destinos e escolhas.

Não se cale – Sabemos que a violência baseada no gênero tem raízes históricas na falta de igualdade entre homens e mulheres, e essa violência ocorre com frequência nos lares, dentro do seio familiar.

A sociedade não pode mais tolerar a violência baseada no gênero. E todos esses atos violentos praticados contra a mulher com deficiência ou sem deficiência, dentro de casa, no trabalho, nos transportes ou em qualquer lugar, não podem ficar invisíveis. Denuncie.


últimas dessa coluna


Nenhum post ainda