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Escolas suspendem aulas para alunos acompanharem velório e enterro de professor

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Escolas suspendem aulas para alunos acompanharem velório e enterro de professor


Mauro Celso Azevedo Guimarães, de 44 anos (Foto: Acervo Pessoal)
Mauro Celso Azevedo Guimarães, de 44 anos (Foto: Acervo Pessoal)
A morte do professor de História Mauro Celso Azevedo Guimarães, de 44 anos, gerou muita comoção nas escolas onde ele trabalhava. Para que alunos, pais e colegas de profissão acompanhem o velório e o enterro, as aulas em alguns turnos foram suspensas nesta quinta-feira (10).

Na Umef Gil Bernardes, em Alvorada, Vila Velha, não haverá aulas nos turnos matutino e vespertino. Já a Umef Antônio Bezerra de Farias, em Vila Garrido, no mesmo município, só terá aulas até as 15 horas.

Na Umef Leonel de Moura Brizola, em Santa Rita, Vila Velha, não haverá aulas no turno noturno, quando funciona a Educação de Jovens e Adultos (EJA). As atividades nas três escolas serão retomadas na sexta (11).

O velório do professor começa às 9 horas desta quinta, na Igreja Pentecostal Missão em Cristo, no bairro Alecrim, no mesmo município. De acordo com a família da vítima, o corpo seguirá para o Cemitério Parque da Paz, em Ponta da Fruta, às 15 horas, para o sepultamento, que será realizado às 16h30.

Entenda o caso

Mauro foi atingido por uma bobina que estava sendo transportada por uma carreta em São Torquato, Vila Velha, no fim da manhã de quarta (9). O objeto estava amarrado com plástico. O motociclista, que estava a caminho do trabalho, morreu no local.

Bobina se desprendeu de carreta e atingiu a moto do professor (Foto: Simony Giuberti)
Bobina se desprendeu de carreta e atingiu a moto do professor (Foto: Simony Giuberti)

O motorista da carreta foi ouvido pela polícia e liberado. Isso porque, de acordo com o delegado Alexandre Henrique Campos, o motorista prestou socorro à vítima e era responsável apenas pelo transporte da carga, e não pela amarração das bobinas. Além disso, toda a documentação do motorista estaria regular.

Mas, de acordo com a polícia, somente após o laudo final é que a possibilidade de culpa do condutor da carreta poderá ser totalmente descartada.

Quem conduzia a carreta era Gilson Antonio Pena, 50, que trabalha há 16 anos como motorista e disse que nunca tinha se envolvido em um acidente ou entrado em uma delegacia.

Em depoimento, na 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, ele contou que buscou a carga na empresa que cuida da amarração das bobinas, a Prysmian Cabos e Sistemas do Brasil Ltda, e iria levar o material a outro espaço da mesma empresa, em Porto de Santana, Cariacica.

O motorista disse que acompanhou o trabalho dos funcionários da empresa, que carregaram o caminhão, conferiram o equipamento e autorizaram a saída do veículo.

Ele afirmou que, assim que saiu da empresa, passou por uma “curva desnivelada” e o veículo “balançou”. Ele acredita que, nesse momento, a parte de ferro de uma bobina teria se chocado com a parte metálica que forra a carreta e, em seguida, duas bobinas se soltaram.

O professor de História Mauro Celso Azevedo Guimarães seguia de moto no sentido contrário e foi atingido ao passar ao lado da carreta.

“Somente com o laudo definitivo é que vai ser apurado se a responsabilidade pelo acidente é do motorista ou das empresas envolvidas”, frisou o delegado Alexandre Henrique Campos.

Ele explicou que a empresa que fez a amarração do material era terceirizada.

“O motorista não tinha nenhuma responsabilidade direta sobre aquela carga. Ele não será autuado, porque ainda estamos em fase de perícia, analisando todas as provas. A autuação vai ser feita pela Divisão Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), mas não dele, necessariamente, e sim do responsável pelo caso.”

Gilson deixou a delegacia na noite de quarta e não quis falar com a imprensa. O delegado destacou que o motorista estava abalado.

O OUTRO LADO

Na saída da delegacia, na noite de quarta, depois que o motorista do caminhão envolvido no acidente que matou um professor de História, em Vila Velha, não quis conversar com a reportagem, o advogado dele falou com os jornalistas.

Sem se identificar, ele afirmou que tudo o que tinha para ser dito sobre o caso já tinha sido falado pelo motorista no depoimento e que o acidente foi uma “fatalidade”.

O advogado explicou ainda que o motorista, de 50 anos, não foi indiciado ou autuado porque não há flagrante de crime, uma vez que o cliente dele não teria responsabilidade pela carga, apenas pelo transporte dela de São Torquato, em Vila Velha, até Porto de Santana, em Cariacica.

foi procurada pela reportagem. No entanto, até o fechamento da edição do jornal A Tribuna, não havia respondido e terá seu posicionamento divulgado assim que se manifestar.

De acordo com o delegado plantonista da 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, Alexandre Henrique Campos, as empresas envolvidas – o Grupo Prysmian e a que contratou o motorista – também prestarão esclarecimentos durante as investigações.

A assessoria do grupo responsável pela amarração da carga, o Prysmian, se pronunciou por nota. Leia o comunicado na íntegra.

"O Grupo Prysmian lamenta profundamente o acidente ocorrido no dia de ontem no bairro de São Torquato, em Vila Velha-ES, em que o desprendimento da carga de uma carreta da empresa transportadora Ramos & Ramos, contratada para o transporte de Bobinas de sua propriedade, levou ao falecimento do Sr Mauro Guimarães.

Além de se solidarizar profundamente com os familiares da vítima, o Grupo Prysmian se empenhará em colaborar com os órgãos públicos no trabalho de apuração das circunstâncias do ocorrido.

A Prysmian contrata transportadoras experientes do mercado de transporte de cargas, cumprindo aos profissionais destas empresas atuarem para garantir a correta estabilidade da carga que transportam, nos termos das normas regulamentadoras aplicáveis".

Veja mais:

Vídeo: Vice-presidente de Embaixadas do Flamengo lamenta morte de professor


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