Entupimento do ducto salivar

Pedras podem surgir na vesícula, no trato urinário e nas glândulas salivares. A sialolitíase ou cálculo salivar representa a obstrução do sistema excretor de uma glândula salivar por calcificações resultantes da estagnação da saliva.

Podem variar em tamanho entre um grão de arroz, até um caroço de azeitona, raramente ultrapassando um centímetro.

Geralmente são de formato arredondado, oval ou alongado. Ocorrem principalmente nos três pares de glândulas salivares principais: parótidas, submandibulares e sublinguais, mas também podem surgir nas chamadas glândulas salivares menores, distribuídas por toda a cavidade oral.

As glândulas salivares secretam saliva, cuja produção diária é em torno de 1.500 ml. Os principais componentes dessa substância viscosa são proteínas e sais minerais, com funções lubrificante, digestiva e antibacteriana. Quando a viscosidade e a concentração de cálcio na secreção salivar aumentam, costumam surgir os cálculos salivares.

Restos alimentares e bactérias presentes na cavidade bucal podem migrar para o ducto salivar e favorecer a obstrução.

Assim, a deposição de sais minerais ao redor de acúmulos de muco, bactérias e células epiteliais descamadas no interior das glândulas fazem com que a massa mineralizada aumente de volume com o passar do tempo.

A glândula submandibular é geralmente a mais afetada, pois possui ducto longo e sinuoso, com calibre menor que o ducto da glândula parótida, por exemplo. Por este motivo, a ação da força da gravidade favorece a formação dos cálculos durante o trajeto angulado e tortuoso da saliva.

A sialolitíase ocorre devido ao entupimento dos ductos das glândulas salivares, que é provocado por pedras que podem formar-se devido à cristalização de substâncias da saliva, como o fosfato de cálcio e o carbonato de cálcio, fazendo com que a saliva fique retida nas glândulas.

Não se sabe ao certo o que provoca a formação dessas pedras, mas pensa-se que é devido a determinados medicamentos, como anti-hipertensivos, anti-histamínicos ou anticolinérgicos, que reduzem a quantidade de saliva produzida nas glândulas, ou desidratação que torna a saliva mais concentrada, ou mesmo por se ter uma alimentação insuficiente, o que leva a uma redução da produção de saliva.

Além disso, pacientes com gota têm mais probabilidade de sofrer de sialolitíase, devido à formação de pedras pela cristalização do ácido úrico.

Os sintomas provocados pela sialolitíase são: dor no rosto, boca e pescoço que podem piorar antes ou durante as refeições, quando aumenta a produção de saliva pelas glândulas salivares.

Esta saliva fica bloqueada, causando inchaço e dificuldade para engolir.

Além disso, a cavidade oral torna-se seca, e podem também surgir infecções bacterianas, originando sintomas como febre, halitose e vermelhidão local.

A sialolitíase é diagnosticada através de avaliação clínica e de exames complementares, como tomografia computadorizada, ultrassonografia e sialografia.

Quando a pedra é pequena, o tratamento pode ser realizado em casa, bebendo muita água, de forma a estimular a produção de saliva e forçar a pedra a sair do ducto.

Além disso, pode-se aplicar calor e massagear gentilmente a região afetada.

Antibióticos devem ser prescritos quando surgem infecções geradas pela saliva estagnada.

Em casos mais graves pode ser necessário recorrer à cirurgia para remover o cálculo. Ondas de choque também são utilizadas para fragmentar as pedras em pedaços menores, de forma a facilitar a sua passagem através dos ductos.

Lágrimas, suor, sangue e saliva. Esses fluidos secam a dor, molham a vontade, aquecem a esperança e lubrificam o desejo.
 


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