X

Olá, faça o seu cadastro para ter acesso a este conteúdo

*Você não será cobrado

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

“Batuque na Cozinha” com Martinho da Vila no domingo (14)

| 11/06/2020 16:18 h

Sambista faz sua primeira live no domingo (14)
Sambista faz sua primeira live no domingo (14) |  Foto: Marcos Hermes/Divulgação
O cantor e compositor Martinho da Vila abre a intimidade da sua casa e convida o público a participar de um “Batuque na Cozinha”, nome de sua primeira live, marcada para domingo (14), às 15 horas, no YouTube. Na , ele revela algumas curiosidades da história do samba e dos seus mais de 50 anos de carreira. “Em 2015 fiz um show a convite do André Midani, onde me apresentei propositalmente só. Ao meu lado alguns pequenos instrumentos de percussão, agora levo para o Batuque na Cozinha garrafas, panelas, pratos e canto sucessos”, lembra. Entre os destaques do repertório, está garantido o grande sucesso que dá nome à live, “Batuque na Cozinha”, além de clássicos como “Pelo Telefone”, primeiro samba gravado na história da música, “Menina Moça” onde Martinho surgiu para o grande público num festival de MPB em 1967, “Casa de Bamba” e “O Pequeno Burguês”. E também não vai faltar o hino mais atual e necessário para esse período de isolamento social: “Canta, Canta Minha Gente”. Bate-papo com Tunico Antes, no sábado (13), seu filho Tunico da Vila, que reside em Vitória, celebra aniversário a distância em encontro virtual com o sambista. O bate-papo “Angoleiros” será às 17h no Instagram @tunicodavilaoficial. “Vai ser um dia feliz
Martinho da Vila ao lado do filho, Tunico
Martinho da Vila ao lado do filho, Tunico |  Foto: Fabio Pietro/Divulgação
nesses tempos de lutas. Martinho da Vila, além de um mestre do samba, é um griô, um sábio, um lutador do movimento negro brasileiro, promoveu por iniciativa própria Kizombas, encontros de arte negra em todo Brasil, militou por meio da arte, ocupou espaços, é Embaixador de Angola no Brasil, Doutor Honoris Causa pela UFRJ, é escritor e pesquisou musicalmente as tradições do nosso povo aqui e na África. Ele é uma referência para os mais jovens”, diz Tunico. E continua: “Eu sigo os passos dele, sigo fazendo arte antirracismo, faço ativismo por meio das minhas músicas, do meu samba, e shows públicos inserindo os povos do congo, do terreiro. Canto a arte negra, sigo a filosofia africana que aprendi, o ubuntu, juntos liberamos energias e força para um mundo melhor. Essa conversa é uma reverência ao mais velho, a quem transmite saberes, quem me ensinou, ensinou tanta gente e têm muito a ensinar”, conta ele, que regravou a música que seu pai fez na ditadura, “Quero, Quero”, desta vez com artistas da cena do rap num desabafo do povo negro.

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp

MATÉRIAS RELACIONADAS