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Engenheiro, vaqueiro e fera do forró

Entretenimento

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Engenheiro, vaqueiro e fera do forró


Cria da roça, o vaqueiro alagoano José Walter Tenório Lopes, mais conhecido como Mano Walter, 37, enfrentou resistência da família para seguir na música. Atendendo aos pedidos dos pais, conquistou o diploma de engenheiro agrícola, mas sem deixar de lado o sonho de infância.

“Decidi montar a banda e arriscar no mundo da música quando já estava na faculdade. Isso meus pais faziam questão: que eu me formasse e tivesse uma profissão”, explica o fenômeno do forró ao AT2.

Mesmo com o diploma em mãos, o destino do nordestino parecia estar traçado e unido por suas duas grandes paixões: a roça e a música. E ele faz questão de mostrar isso em “Não Deixo Não”, um dos seus maiores sucessos: “deixar de ser peão, de ouvir modão, meu violão, não deixo, não”.

De onde vem tanto amor? O forrozeiro explica: “Eu cresci nesse meio da roça e da fazenda. Desde pequeno, tenho paixão pelos animais. Sempre gostei de estar próximo da natureza”.

Desde quando estourou em todo o país, há dois anos, ele já laçou boas posições nas paradas, com “Não Deixo Não” e “Juramento do Dedinho”, e 1 bilhão de acessos no YouTube. Agora, lança novo DVD, “Ao Vivo Em São Paulo” (Som Livre).

“Sou, sim, um cara apaixonado, amo o forró de vaquejada” - Mano Walter, cantor

AT2: Quando descobriu a paixão pela música?
Mano Walter: Desde criança eu sempre gostei de cantar, fazia bateria de lata de leite, fazia aquele barulho todo em casa e cantava tanto que não deixava meus irmãos dormirem. No início, os meus pais achavam que era só coisa de criança, mas aí eu cresci e quando estava na faculdade, resolvi montar uma banda.

AT2: É verdade que sua mãe gostaria que você seguisse a carreira de engenheiro e não da música? Consegue imaginar como seria sua vida hoje se não tivesse acreditado no seu sonho?
Mano Walter: No começo, meus pais foram contra, porque eles tinham essa preocupação de que eu me formasse. Hoje, não imagino fazendo outra coisa que não seja cantar.

AT2: Nas redes sociais, recebe muitos elogios por conta de sua humildade. O que te faz manter os pés no chão, mesmo com tanto sucesso?
Mano Walter: Tudo tem que estar em equilíbrio. Eu, graças a Deus, tenho os meus pés no chão, e estou sempre rodeado pela minha família e pelos meus amigos. Isso é fundamental para a minha vida.

Mano Walter e Claudia Leitte lançaram “Então Vem Cá” (Foto: Divulgação/Fred Pontes)
Mano Walter e Claudia Leitte lançaram “Então Vem Cá” (Foto: Divulgação/Fred Pontes)
AT2: Em um momento que artistas lançam tantas parcerias, com quem você sonharia gravar?
Mano Walter: Essa prática das parcerias vem aumentando bastante. Alguns sertanejos e artistas de outros ritmos já participaram de músicas minhas e vice-versa. Essa mistura é bacana porque o público recebe um repertório bem diversificado, e vem funcionando muito bem. No meu último DVD, tive a felicidade de gravar com vários artistas que eu sempre admirei a vida toda.

AT2: Tem algo sobre esse vaqueiro apaixonado por música que pouca gente sabe?
Mano Walter: Sou, sim, um cara apaixonado, amo o forró de vaquejada, que é o forró que fala das coisas do campo, do homem do campo. Toda minha inspiração vem quando estou na fazenda, e eu começo a retratar as coisas que o homem do campo passa, do amor, da natureza. É onde eu me inspiro.

Desde criança, eu tive como referência um primo do meu pai, o Vavá Machado, ele é um dos que deram início ao forró de vaquejada, e eu cresci ouvindo muito o som dele. Essa é a minha história, que me trouxe até aqui.

O que ele diz:

Participações
Gravado no Credicard Hall, em São Paulo, o novo DVD de Mano Walter contou com participações de Xand Avião em “Valeu Demais”, César Menotti e Fabiano em “Ferrari”, Gustavo Mioto em “Fingindo Maturidade”, Jorge (que faz dupla com Mateus) em “Tem Que Ter Você”, e Claudia Leitte no hit “Então Vem Cá”.

“A Claudinha é uma irmã querida. Mostrei a música para ela em um show que nos encontramos e ela topou gravar na hora. A música ficou incrível”, salienta.

Memórias do sertão
“Só quem mora no sertão tem esse prazer de acordar cedinho, ouvir o cantar do galo, o mugido do boi, aquela coisa do sertão. Com seis anos, meu pai já me levava para o curral e, por ser filho e neto de vaqueiros, aquilo já estava no sangue”, diz, em recente entrevista ao “Conversa com Bial”.

Romântico
Consagrado com a vaquejada, ele não pensa em largar o gênero tão cedo. Mesmo em cenário moderno e repleto de projeções, o cantor traz composições que exploram seu lado vaqueiro apaixonado no novo trabalho. Das 15 faixas inéditas, servem como exemplo “Na Cama Ela Quem Me Domina”, “Roceiro Apaixonado”, “Amor Na Cocheira” e “Eu Sem Você do Lado”.

“Nada me faria largar o campo! Eu amo ser vaqueiro e amo o estilo da vaquejada”, afirma.

Mais difícil
Em conversa com o AT2, Mano Walter revelou o que dá mais trabalho: laçar um animal, conquistar uma gata ou emplacar um sucesso? “Sem dúvida, emplacar um sucesso... Porque não depende só de mim, né?”, brinca o artista.


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