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Emoções ajudam a resolver problemas

Especial Educação

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Emoções ajudam a resolver problemas


Eduardo Shinyashiki: Toda tecnologia se torna fantástica no momento em que ela está a serviço de algo para otimizar os resultados (Foto: Divulgação)
Eduardo Shinyashiki: Toda tecnologia se torna fantástica no momento em que ela está a serviço de algo para otimizar os resultados (Foto: Divulgação)
Uma das bases da Educação 4.0 é estimular que o aluno busque o seu próprio conhecimento e modo de aprender para que ele encontre soluções inovadoras para os problemas.

Mas, para isso, é preciso que esse aluno se conheça, seja confiante, criativo e saiba se relacionar com o outro. É nesse cenário que as competências socioemocionais se tornam tão importantes para a formação desse novo aluno 4.0.

Mestre em Neuropsicologia e liderança educadora, Eduardo Shinyashiki explicou que, para resolver problemas de forma criativa, o aluno tem de aprender a lidar com o outro e com suas emoções. É dessa forma que a Educação 4.0 se entrelaça com as competências socioemocionais.

“Toda tecnologia se torna fantástica no momento em que ela está a serviço de algo. Partimos do princípio que sempre há um problema, uma dificuldade e essa tecnologia vai ao encontro disso para simplificar ou otimizar os resultados. Mas, se não tenho capacidade de estar bem comigo ou de ter empatia com o outro, vou ter dificuldade de resolver esses problemas”, observa.

Ele ressalta que a educação das emoções dá à criança e ao jovem o direito de escolher quem quer ser no futuro.

Competências pessoais, sociais, cognitivas e produtivas são aptidões essenciais para o aprendizado socioemocional, o que Shinyashiki chama de Big Four.

“São as quatro grandes competências essenciais que todo ser humano necessita desenvolver para ter o direito de escolher a vida que deseja e merece viver. É o autoconhecimento, o domínio da comunicação, a constante capacidade de aprender e a capacidade de proatividade”, destacou.

Professor em sala de aula: “Hoje as relações mudaram e o aluno passa mais tempo na escola  do que com a  família”, diz Eduardo Shinyashiki (Foto: Divulgação)
Professor em sala de aula: “Hoje as relações mudaram e o aluno passa mais tempo na escola do que com a família”, diz Eduardo Shinyashiki (Foto: Divulgação)
Nesse contexto, o professor se torna cada vez mais peça-chave nesse desenvolvimento emocional.

O mestre em Neuropsicologia alerta, porém, que o educador deve ter condições de ser referência das habilidades socioemocionais dentro da sala de aula. “Hoje as relações mudaram e o aluno passa mais tempo na escola do que com a família. E a crianças, muitas vezes, têm no educador a referência maior de valores e de modelos afetivos e emocionais. Por isso, é importante que o professor esteja na sala de aula com seus conflitos resolvidos.”

 (Foto: Jornal A Tribuna)
(Foto: Jornal A Tribuna)

“Tecnologia é boa com limites”

A revolução da Educação 4.0 também é ensinar crianças e jovens a usarem a tecnologia com sabedoria, limites e regras.

Apesar de ser um dos instrumentos da nova educação, as mídias como celular e computador devem ser usadas com limite. O alerta é da filósofa e escritora Tania Zagury.

A especialista foi uma das palestrantes no 9º Congresso Educacional das Escolas Particulares do Espírito Santo, que discutiu a Educação 4.0. “Nenhuma tecnologia, desde que surgiu o rádio, é só boa ou ruim. O que é importante é o que se faz com ela. Toda essa tecnologia pode ser excelente para o desenvolvimento intelectual, afetivo e relacional dos jovens e das crianças, ou não. Se mal utilizada, pode trazer uma série de consequências negativas também.”

De acordo com Tania, o maior perigo é o uso inadequado e excessivo da tecnologia. Ela orienta que os pais monitorem seus filhos e não deixem que as crianças tenham acesso ilimitado à internet. “Não há como impedir a tecnologia na vida das crianças, mas pode-se trabalhar o conceito do certo e errado. Colocar regras não é ser autoritário, mas sim ser autoridade”, frisou.

As escolas também devem ficar atentas, segundo ela. “Não é só instalar um computador ou tablet para cada aluno. É preciso trabalhar sobre a necessidade de capacitar o professor para o uso pedagógico dessas novas mídias, senão será mais uma distração para o aluno”.

 (Foto: Jornal A Tribuna)
(Foto: Jornal A Tribuna)

Futuro da graduação está no ensino a distância

Raquel  Motta: novo formato (Foto: Divulgação)
Raquel Motta: novo formato (Foto: Divulgação)
Não é apenas na educação básica que as mudanças estão acontecendo. O ensino superior também está se transformando para preparar melhor os alunos para o futuro 4.0.

A ponta dessa mudança é o crescimento surpreendente do Ensino a Distância (EAD), que é colocado como o futuro da graduação.

Mas, segundo a especialista em Educação Digital, Raquel Acciarito Motta, é preciso que faculdades e universidades estejam abertas a essa nova forma de ensinar e planejem bem esse formato de ensino. “Ao contrário do que se pensa, a tecnologia não afasta as pessoas. Mas a interação só é efetivamente criada quando temos esses modelos de ensino bem planejados. O que vemos hoje, muitas vezes, é o depósito de material didático”.

Segundo ela, o EAD é o futuro da graduação e pode ser implantado em todos os cursos. “Mas é preciso planejar e definir o currículo acadêmico em relação aos cursos. Em todo curso há componentes da formação que podem ser feitos a distância”.

Ela ressalta ainda que recursos tecnológicos não vêm substituir o movimento humano. “Eles vêm agregar e melhorar o que a gente já faz na essência”.


 


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