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Em um ano, Espírito Santo registra mais de 400 casos de estupro

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Polícia

Em um ano, Espírito Santo registra mais de 400 casos de estupro


O Espírito Santo registrou 480 casos de estupro no ano de 2018, um aumento de 18,9% em relação ao ano anterior, que registrou 408 casos. Desse total, não há confirmação sobre a quantidade específica de mulheres.

 (Foto: Ilustração: Leo Rangel/ AT)
(Foto: Ilustração: Leo Rangel/ AT)

O Estado está entre os quatro que não informaram a quantidade de vítimas do sexo feminino. Os dados fazem parte do 13ª Anuário de Segurança Pública, divulgado nesta terça-feira (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública(FBSP).

Segundo a Delegada Chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, Dra. Cláudia Dematté, a violência sexual ainda faz parte da realidade diária das mulheres.

“A Violência Contra a Dignidade Sexual da Mulher, por exemplo, por meio de um Crime de Estupro ou Importunação Sexual, é uma das mais graves violências que se pode sofrer. A mulher tem sua liberdade sexual e seu corpo violados. São Crimes repugnantes que devem ser punidos com todo rigor”, ressalta Dra. Dematté.

Dados de violência sexual no Brasil   (Foto: Anuário Brasileiro de Segurança Pública)
Dados de violência sexual no Brasil (Foto: Anuário Brasileiro de Segurança Pública)

No cenário nacional, o índice também aumentou, o país registrou 66.041 casos de vítimas de estupros em 2018, deixando a taxa brasileira de estupros com 31,7 por mil habitantes.
Em entrevista coletiva, a diretora-executiva do FBSP, Samira Bueno, indica que a causa do aumento do crime pode estar relacionada com uma crise social.

“Tudo indica que estamos diante do aumento de crimes de ódio. Apesar da redução das mortes violentas, há aumento da violência de gênero, LGBT e racial”, afirma Samira.

Para chegar ao número absoluto de vítimas de estupros, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, reuniu bases de dados com os microdados de registros de estupro da polícia, em todo o país, possibilitando a análise das ocorrências que chegaram até as autoridades.

De acordo com o professor e Especialista em Segurança Pública, Henrique Geaquino Herkenhoff, a grande quantidade de denúncias pode ter sido motivada pela alta divulgação de casos e a efetiva punição para os agressores.

“Uma parte no crescimento dos registros pode ser consequência da revelação de situações que até recentemente ficavam ocultas. No mesmo sentido, cresceram as estatísticas de violência doméstica. Será que a Lei Maria da Penha teve um efeito inverso, ou será que as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher estão trabalhando e revelando o que não era visto?” indaga o especialista.

Delegada Claudia Dematté (Foto: Dayana Souza / AT - 15/02/2019)
Delegada Claudia Dematté (Foto: Dayana Souza / AT - 15/02/2019)

A delegada Cláudia Dematté, relata sobre a importância do registro da denúncia. "A Polícia Civil orienta que a Mulher que for vítima do Crime Importunação Sexual, de Estupro, e demais Crimes contra a Dignidade Sexual, que não se calem, não tenham medo e nem vergonha de denunciar o abuso sofrido, que procurem a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher do município que ocorreu o fato para registrarem o Boletim de Ocorrência, para que os autores dos fatos sejam devidamente investigados e punidos por seus atos que são criminosos e repugnantes." finaliza a Delegada.


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