Eleição ou revolução?

Queira ou não, outubro vem aí e, junto com ele, as eleições para presidente, deputados federais, senadores, governadores e deputados estaduais. Embora o cenário político seja catastrófico, o momento de se escolher novos representantes públicos reforça a garantia de um direito fundamental: o voto.

O caminho é longo – Será que estamos prontos para isso? Embora escute muitas pessoas dizendo que não irão votar, vejo que também nos falta compreensão do que seja representatividade política. Isto é assustador, mas independentemente do resultado (muitas vezes frustrante), esse período é importante para o Brasil restaurar suas forças.

O perigo – Você já começou a prestar atenção nas propostas dos candidatos? Confesso que depois do debate dos candidatos à Presidência nas últimas semanas, fiquei com um desânimo quase irreparável. Verdade seja dita: ainda não tenho um candidato para presidente...

O respeito às pluralidades – Como vão fazer para criar novos empregos? E a violência? Quais são as propostas sobre acessibilidade? E a nossa educação? E os investimentos para pesquisas científicas?

O candidato tem maturidade e conhecimento técnico para tratar questões de igualdade de gênero, racismo e diversidade?

São muitas perguntas que temos aos candidatos... Estão eles preparados para abordar esses e tantos outros temas de relevância social?

Caros leitores, essas respostas precisam ser convincentes, claras, e principalmente, precisamos ter a certeza de que essas demandas serão materializadas.

Não pode faltar! – É claro que a minha bússola vai direcionar para aqueles que tenham ações efetivas quanto à política de acessibilidade e inclusão.

Se usarem o termo técnico para se referir às pessoas com deficiência incorretamente, risco da minha seleção. Sem dó e nem piedade. Vou perceber de cara se aquele candidato está apoiado nos alicerces viciantes de uma política pessoal e em busca apenas de um salário. E eu te convido a fazer o mesmo!

Acreditar, sempre – Sei que não é fácil, mas precisamos nos unir para detectar preconceitos e discursos que espalhem o ódio em vez de diálogo e respeito. A individualidade existe, porém o coletivo deve ser a meta principal de qualquer representante.

Revolução vai ter! – Aventureiros não terão vez, pelo menos de minha parte, e os meus valores democráticos estarão blindados. Este assunto não se esgota aqui e vamos falar mais um pouco sobre o andamento e a preparação para o tão esperado mês de outubro, tá? Que continuem as disputas! Boa quarta!

Mariana Reis é consultora em acessibilidade e educadora física


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