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Edu Falaschi fala sobre volta por cima na carreira

Entretenimento

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Edu Falaschi fala sobre volta por cima na carreira


Assim como a fênix, pássaro da mitologia grega que ressurge das próprias cinzas, Eduardo Falaschi, 47, ex-vocalista do grupo de heavy metal Angra, passou por mau bocados antes de se reerguer na carreira artística.

O cantor e produtor começou a ter sérios problemas de saúde, causados por refluxo gástrico, dois anos após sua entrada na grandiosa banda, em 2001, o que afetou diretamente seu desempenho nos palcos.

Edu Falaschi é ex-vocalista do Angra.  (Foto: Divulgação/Pati Patah)
Edu Falaschi é ex-vocalista do Angra. (Foto: Divulgação/Pati Patah)
“Demorei para descobrir o que era o problema que quase destruiu a minha carreira. Foram anos cantando mal e sem saber o que estava acontecendo. E foi logo quando o YouTube surgiu no Brasil. As pessoas registravam meu mau desempenho nos shows e publicavam na plataforma. Isso quase me destruiu, tive depressão”, lembra em entrevista por telefone ao Tribuna Online.

Após muita pressão do público e do próprio grupo, o músico decidiu deixar o Angra em 2012, tocando apenas a banda Almah, seu projeto solo que tinha uma agenda de shows mais tranquila.

“Cheguei à conclusão de que não dava mais. Sumi do mercado! Quando saí do Angra, perdi todos os meus contratos nacionais e internacionais e, nesse mesmo ano, minha mãe faleceu. Graças a Deus, fiz meu pé de meia com a banda. Quando já estava melhorando, quase parei a carreira, porque estava bem cansado. Fui do fundo do poço e fiquei assim até 2017”, contou.

A volta por cima se deu após um show no Peru. Um produtor procurou Edu para um show e insistiu para que ele cantasse apenas o repertório do Angra. O músico topou e o resultado foi impressionante: 2 mil fãs cantaram e choraram ao som dos clássicos da banda. Nesse momento, ele percebeu que seu nome era muito maior que o Almah e decidiu começar uma carreira solo cantando os sucessos de seu antigo grupo.

“Aquilo me chamou a atenção, me fez questionar: ‘Como que essas pessoas não querem me escutar?’. E, nesse mesmo evento, o Joe Lynn Turner, ex-vocalista do Deep Purple, estava presente e me abriu os olhos, disse que eu deveria seguir nessa direção. Ouvi e, quando voltei ao Brasil e comecei a fazer shows lotados, vi que estava mesmo no caminho certo.”

Com muitos altos e baixos no currículo, Edu desembarca em Cariacica neste sábado (24), com o show “Temple of Shadows in Concert”, em comemoração aos 15 anos do disco “Temple of Shadows”, um dos mais icônicos trabalhos do Angra. A apresentação marca a despedida da turnê, que foi registrada em DVD em maio deste ano, em São Paulo, com um público de mais de 4 mil pessoas.

O cantor chega acompanhado de Aquiles Priester e Fabio Laguna, também ex-integrantes da banda, para cantar sucessos como “Wishing Well”, “Angels and Demon”, “Nova Era” e “Rebirth”.

Tribuna Online - Como é poder levar ao palco um dos álbuns mais icônicos do Angra? Relembrar um clássico?

Eduardo Falaschi - Estou com esta turnê há um ano e, de fato, terminar com esse show no Espírito Santo é especial, porque não fizemos nenhuma apresentação aí. Nenhuma das minhas turnês em carreira solo passaram por aí. E sempre foi um Estado em que os shows do Angra ficavam lotados. Será um showzasso! Vamos com força total!

Tocará o disco na íntegra?

Sim, e na ordem em que está no disco. O fã de heavy metal compra a discografia, acompanha mesmo. Ele gosta da história, do conceito. Também cantarei outros sucessos do Angra e “The Glory Of The Sacred Truth”, música da carreira solo que foi lançada no ano passado.

Terá convidados?

Sim! O disco tem várias participações especiais e, para cantar essas partes, desenvolvi concursos para cada show. Tenho muita proximidade com meus fãs e lancei esse concurso pelo Instagram para que alguns pudessem cantar esses clássicos comigo no palco.

Em Vitória, os ganhadores foram Camila Gabriel e Heron dos Santos. Ajudei a escolher todos os ganhadores de perto. Era eu quem dava a palavra final. Eles são fãs, mas, nesta noite, serão atrações. Quero dar oportunidade a novos artistas.

É um show de muita nostalgia?

Desde que voltei a cantar Angra, a gente tem esses momentos de nostalgia. A minha volta ao Angra aconteceu por causa dessa notalgia. Foi quando eu percebi que os fãs tinham vontade de ouvir a voz original daquela época e, para completar, chamei Aquiles Priester e Fabio Laguna, também ex-integrantes da banda.

São três ex-integrantes originais desse disco. E isso traz muita nostalgia para a galera, pega o emocional. Muitos fãs eram adolescentes naquela época e essa é a melhor fase da nossa vida, temos muitas lembranças boas dela. As pessoas choram! Se você for, vai ver muito marmanjo chorando (risos). Eles fecham os olhos e parecem voltar no tempo.

Funcionou da mesma forma com você?

Quando fiz o primeiro ensaio, reencontrei o Aquiles Priester, ex-baterista, que não via há muitos anos. Quando fechamos os olhos, parecia que estávamos em 2001. É uma sensação muito boa! Me emocionei muito naquele momento e isso se repete nos shows.

Você tem uma relação muito íntima com todas as músicas do disco “Temple of Shadows”?

Várias composições são minhas, então, é um reencontro. Voltar a cantar Angra é um reencontro com minha história. Fico muito feliz em ter feito parte da banda. É uma relação forte com as músicas, de pai e filho.

Hoje, mais maduro, mudaria algo nesse trabalho?

Costumo pensar que, se ele foi gravado daquele jeito, era porque tinha que ser daquela forma. Mas é claro que, como músico e produtor, a gente pensa no que poderia mudar, no que faria de forma diferente. Mas mudar também muda o significado. É algo que ficou registrado e que bom que a gente tem as coisas registradas da forma que nasceram.

O DVD da turnê contou com participação da Orquestra Filarmônica Bachiana e regência do maestro João Carlos Martins. Como foi essa união de heavy metal e música clássica?

Desde que faço heavy metal, antes do Angra, sempre tive influência da música erudita. Com o Angra, isso ficou ainda mais evidente, colocando música brasileira junto. Essa mistura deu a identidade do Angra e foi o que fez a banda ficar conhecida. Era um diferencial.

“Temple of Shadows” tem muito desse elemento erudito. Então, trazê-los foi algo natural. Pedi ao maestro que os arranjos fossem o mais fiel possível aos originais e a gente reproduz o disco ao vivo.

Trarão essa mistura de que forma para o show de Cariacica?

Levaremos um quarteto de cordas. Tem gente que até pode pensar que não vai dar o som esperado, mas dá todo o charme para a sonoridade que a gente quer.


SERVIÇO

“Temple of Shadows in Concert”
O quê: Show com o ex-vocalista do Angra, Edu Falaschi (SP). Na mesma noite, Kiko Shred (SP), AshBürn, Rising Bones e Dona Fran.
Quando: Neste sábado (24), às 16h
Onde: Matrix Music Hall, rua Waldemar Siepierski, 2, Rio Branco, Cariacica.
Ingressos (meia): Pista 1º lote a R$ 50,00 e Camarote Área VIP 2º lote a R$ 80,00. Camarote (Open Bar) esgotado.
Venda: Acesso VIP (Shopping Vitória), Estrela Loterias (Masterplace Mall), Music Store (Boulevard Shopping Vila Velha e Shopping Moxuara), EB Informática (Vila Velha), Soft Modas (Guarapari) e site blueticket.com.br.
Classificação: 16 anos. Menores somente acompanhados dos pais ou do responsável legal.
Informações: 3336-4776


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