E se...

Lá se vão 32 dias de Copa. A final entre França e Croácia acontece em instantes, mas a saudade já bateu.

No início, todos faziam suas previsões: “Quem vai chegar à final?”. No bolão com meus amigos, coloquei Inglaterra, Alemanha e Brasil como os favoritos. Saudades de vocês. Não deu.

Os ingleses ficaram com o quarto lugar, os alemães, bom… Continuando, e nós, os brasileiros: não diria decepção - só um pouco, porque ô povo que gosta de vencer - mas, aquele sentimento de “poxa, não deu” acertou como um jab e um direto. E doeu.

Todos foram pegos com o sentimento do “E se..”. “E se aquela bola no início do primeiro tempo do Thiago Silva tivesse entrado?”. “E se aquele chute do Coutinho tivesse ido direto pro gol?”. “E se Firmino fosse titular?”. Muitos e se…

E se todos nós fossemos técnicos da Seleção Brasileira no lugar do Tite: teríamos convocado outros jogadores? Melhores jogadores? Mudado o esquema tático? Treinado mais jogadas ensaiadas? Valorizado um centroavante que faz gol?

Mas uma coisa que li dos poetas do Twitter foi que: o Brasil não perdeu porque apenas o Brasil foi o culpado. O Brasil perdeu porque o Brasil foi culpado e porque a Bélgica teve competência em ganhar.

O Brasil não perde só por culpa do Brasil e o Brasil não ganha só e exclusivamente por ser o Brasil. Há inúmeros fatores nessa lógica de ganhar e perder.

“A Bélgica teve competência e efetividade”, foi como avaliou Tite, ao final da partida daquela sexta-feira (6) que não sextou.

E que venha 2022. Pois, se você acredita em números e superstições e em todas as correntes de internet: 2022 tem três 2, que se somados (2+2+2=6) resulta em 6. Então, se em 2022 você receber a capivara do hexa, por favor, repasse!

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Por Thaísa Côrtes