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“É preciso dar mais valor aos talentos das escolas”

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“É preciso dar mais valor aos talentos das escolas”


Fabiano de Abreu diz que os testes de QI o ajudaram a controlar a ansiedade, porque recebe orientações de psicólogos. “Medito e controlo a respiração” (Foto: Divulgação)
Fabiano de Abreu diz que os testes de QI o ajudaram a controlar a ansiedade, porque recebe orientações de psicólogos. “Medito e controlo a respiração” (Foto: Divulgação)
Imagine ter o Quociente de Inteligência (QI) mais alto do que Steve Jobs, Stephen Hawking e Albert Einstein, que tinham QI de 160? O empresário, filósofo e escritor luso-brasileiro Fabiano de Abreu, de 37 anos, faz parte do seleto grupo de 1% das pessoas em todo o mundo que têm QI de 180.

Apesar de ser incrível ser tão inteligente assim, nem tudo são flores, na opinião dele.

“O Brasil precisa dar mais valor aos talentos das escolas. O teste de inteligência não é um teste vocacional, mas para saber onde aquele aluno se encaixa melhor e, assim, desenvolver as suas aptidões. Isso pode direcionar um futuro, é algo que sempre existiu nos países desenvolvidos”.

Em entrevista por telefone, de Portugal, para A Tribuna, Fabiano de Abreu diz que os números sobre o QI dos brasileiros não correspondem à verdade, já que poucos se submetem ao teste – a média de QI hoje é 88 e o Brasil ocupa a 70ª posição no ranking mundial.

A Tribuna – Como descobriu que tinha inteligência acima da média?
Fabiano de Abreu – Fui uma criança muito calada, mas observadora. Quando jovem, um pouco revoltado com as coisas que aconteciam no País, liderava um grupo de metaleiros na escola, cheguei a ser convidado a me retirar da escola porque fazia protestos sobre tudo o que não concordava.

Era uma maneira que eu encontrava de me expressar. A escola via em mim grande potencial para a universidade federal e sugeriu um teste de QI, que fiz quando tinha 17 anos. E deu um resultado bastante elevado, mas na época não me importei com isso.

Por que decidiu se submeter a novos testes de QI?
Sempre tive o cognitivo muito apurado em relação ao que vai acontecer, até me disseram que eu tinha uma certa vidência, mas, na verdade, não é isso. É a minha percepção que é aguçada.

Sempre fui bom na criatividade da escrita, que tem a ver com lógica e angulação espacial, e em criar temas. Então, tudo isso me despertou a curiosidade de refazer o teste, só que desta vez com a psicóloga Roselene Espírito Santo Wagner, que não me apresentou números (QI), mas um resultado nomeando-me como “inteligência acima da média”.

Depois, fui procurar em São Paulo a neuropsicóloga Cristiane Costa Cruz, que é membro da Mensa – mais antiga e mais famosa sociedade de alto QI do mundo – e especialista em teste de inteligência: o resultado foi 99,9% de percentual, o que equivale a 1% da população mundial. Ela me sugeriu fazer a prova para entrar na Mensa internacional e fui aprovado.

E mesmo com esse QI tão elevado, você já faliu?
Eu tive de recomeçar a minha vida do zero, pois não era só estar quebrado, sem nada, mas estar negativo. Mas acredito que o que você propaga diante da sociedade, esse comboio social, e a forma como lida com as pessoas é que faz você. Eu tinha uma situação de vida muito boa e fiquei sem nada, mas meus amigos não viraram as costas para mim. É que quando você propaga coisas que vão além do dinheiro, você vira uma utilidade.

Você tem de ter algo para agregar à vida de outras pessoas. Me reergui usando a minha criatividade na criação e ganhei prêmio de Melhores do Ano por ser o assessor que mais criou personagens na história da imprensa – mais de 500.

Hoje, assessoro mais de 60 clientes, entre artistas, modelos fitness, cantores, jogadores de futebol, atores, políticos, cirurgiões, médicos, advogados e grandes empresas, uma delas de telefonia.

Inteligência em excesso pode ser um problema?
Eu sou muito emoção, e potencializo muito as coisas. E sou inseguro e disperso no que não me interessa.

Apesar de ter autoconfiança e autoestima enormes, tenho meus medos. Não posso errar, tenho de ser perfeito. Tenho uma ansiedade que você não tem ideia, me falta ar. Já cheguei até a tomar remédio. Os testes de QI me ajudaram, porque recebo orientações de psicólogos para controlar isso tudo. Medito e controlo a respiração.

Na sua opinião, qualquer pessoa pode alcançar sucesso profissional?
Eu tenho essa teoria e acredito muito nela. Não vê o Tiririca? Ele não é engraçado e nem criativo, o filho dele até é, mas ele não. E olha onde ele chegou!

O Brasil precisa dar mais valor aos seus talentos na escola?
Com certeza! Ao ignorar a oportunidade de estimular a inteligência em jovens aptos, no caso dos superdotados, o País desperdiça o potencial deles e os mantém em uma situação de invisibilidade social. O Brasil precisa dar mais valor aos talentos das escolas.

Por que decidiu propagar a importância do teste de QI?
Primeiro, a pedido da Mensa, pois a associação quer que mais pessoas se interessem em fazer esse teste.

A ideia é estimular pesquisas sobre inteligência e fomentar um ambiente de aprendizado mútuo entre os seus membros.

Depois, é porque eu tenho a mania de ajudar as pessoas desde pequeno, principalmente quem é pobre. Eu vivo muito na questão de fazer da minha vida e das pessoas ao meu redor uma coisa boa e feliz.

Quem é

Fabiano de Abreu

  • Filósofo, empresário, pesquisador, poeta, escritor, jornalista e assessor de imprensa conhecido no Brasil, Portugal e em Angola.
  • É autor dos livros “Viver Pode Não Ser Tão Ruim”, que tem versão em espanhol disponível on-line, e “Filosofando a Imprensa”, que será lançado ainda este ano.
  • Como jornalista, possui mais de 15 colunas entre diversos jornais, revistas e sites. É dono da empresa MF Press Global e recebeu prêmios como o Brazil Films de cinema, jornalista revelação e Melhores do Ano.

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