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É possível ficar bem após o fim de um relacionamento
Regina Navarro Lins
Regina Navarro Lins

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É possível ficar bem após o fim de um relacionamento

A separação inicia seu processo lentamente, na maior parte das vezes de forma inconsciente. A relação vai se desgastando e a vida cotidiana do casal deixa de proporcionar prazer. Aos poucos, o desencanto se instala.

Esperança de ter interpretado mal
“Muitas vezes, apesar de se ter uma visão clara do que está ocorrendo, adia-se qualquer tipo de decisão. Antes de mais nada o indivíduo começa a se sentir corroído pela dúvida e pela esperança de ter interpretado mal as coisas, apesar de seu mal-estar confirmar a exatidão das conclusões a que chegou. Todavia, continua a adiar uma decisão definitiva, na esperança secreta de que um milagre o faça voltar aos felizes tempos em que eram amantes e companheiros de vida”, diz o psicólogo italiano Edoardo Giusti.

Doloroso desamparo

O desespero que se observa em algumas pessoas durante e após a separação se deve também ao fato de cada experiência de perda reeditar vivências de perdas anteriores. Assim, não se chora somente a separação daquele momento, mas também todas as situações de desamparo vividas algum dia e que ficaram inconscientes.

O renascimento

Apesar do sofrimento inicial, aquele que de alguma forma não desejava a separação pode concluir depois de algum tempo que foi a melhor coisa que poderia ter lhe acontecido. Isso é frequente.
A aquisição de nova identidade, totalmente desvinculada da do ex-parceiro, abre possibilidades de descobertas de si próprio e do mundo. A oportunidade de crescimento e desenvolvimento pessoal gera um entusiasmo pela vida há muito tempo esquecido.

Estar só não significa solidão

Atualmente existe uma busca generalizada de se desenvolver as potencialidades pessoais. E uma forte sensação de renascimento pode surgir após a separação. Entretanto, alguns ingredientes são importantes para que isso ocorra: atividade profissional prazerosa, vida social interessante, amigos de verdade, liberdade sexual para novas experiências e, principalmente, autonomia, ou seja, não se submeter à ideia de que estar só é sinônimo de solidão.

A ausência do pai

É comum se dizer que, criada sem a presença do pai, a criança terá dificuldades emocionais pela vida afora. Não acredito nisso.

Não resta dúvida de que é ótimo quando o pai e a mãe têm muito afeto pela criança e usufruem do prazer de criá-la, contribuindo ambos para sua formação. Mas o simples fato de uma criança ser educada dentro de uma família tradicional não lhe garante uma vida adulta mais saudável.

Quanto à ausência da figura paterna, surgem novos questionamentos. Há quem afirme que o fundamental para a criança é se sentir amada, respeitada e valorizada, e que em nenhum momento aparece a necessidade de duas presenças físicas, uma masculina e outra feminina, para que isso ocorra.

Orgasmo fingido

Como o número de mulheres que não têm orgasmo é enorme, a quantidade das que fingem também é grande. E os motivos são os mais variados. Desde o temor de não ser considerada sensual ou boa de cama, passando pelo constrangimento de perceber o homem pouco à vontade na relação, até o medo de desagradar e não manter o casamento, como é o caso de Eleonora.
Independente da causa, é lamentável que o sexo não possa ser, em grande parte das relações, uma troca verdadeira de prazer.

O prazer sexual

Ao contrário de outras culturas em que o prazer sexual é valorizado e existem formas de iniciação para que se alcance o máximo de satisfação, no Ocidente, o sexo é acompanhado da ideia de pecado. O corpo é visto como inimigo do espírito, e há uma expectativa de que todos se sintam culpados e envergonhados dos seus órgãos sexuais e suas funções.
 

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