É bom acreditar em Papai Noel?

Especialistas revelam  os prós e os contras de os pais transmitirem aos filhos a crença na existência do bom velhinho (Foto: Beto Morais/AT)
Especialistas revelam os prós e os contras de os pais transmitirem aos filhos a crença na existência do bom velhinho (Foto: Beto Morais/AT)

Dezembro está, finalmente, aqui. E, com ele, vem a expectativa para as festas de fim de ano e a chegada de um certo velhinho com roupas vermelhas e exuberante barba branca, amado por muitas crianças, que esperam durante meses pelo Natal! Mas crianças devem acreditar em Papai Noel?

A pedido do AT em Família, psicólogos contaram sobre a criação de Noel e esclareceram dúvidas sobre como falar do assunto com as crianças.

A psicóloga e terapeuta familiar Cássia Rodrigues salienta que o Papai Noel é inspirado em São Nicolau, um arcebispo turco que viveu no século IV e que costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. “Foi a Coca-Cola que resolveu adaptar a história”, diz a psicóloga.

Atualmente, o velhinho é aguardado por crianças do mundo inteiro, que esperam por presentes no dia de Natal. Cássia, entretanto, acredita que essa imagem pode ser negativa. “Eu penso que os pais têm de construir na cabeça dos filhos uma ideia que esteja mais relacionada à harmonia do Natal, do que à imagem do Papai Noel.”

Clara Nali Simão, 6, acredita na existência do bom velhinho. A mãe da menina, Cleimone Nali Simão, 38, conta que a filha ama o Papai Noel. “Ela nunca suspeitou que não é real. E a gente deixa acreditar; é algo gostoso enquanto se é criança”. Cleimone explica que a caçula, Ana, 4, também acredita na existência de Noel, mas tem medo.

A psicóloga analista de comportamento Aline Hessel destaca que a fantasia e o lúdico são experiências importantes na infância e proporcionam um desenvolvimento saudável para as crianças. “O Papai Noel pode englobar essas experiências na vida da criança, mas não é a única maneira.”

O psicólogo e professor universitário do Unesc de Colatina Luiz Romero de Oliveira ressalta que, por volta dos 6 ou 7 anos, a criança começará a ter contato com a verdade e, eventualmente, vai descobrir que isso cumpre determinada função na sociedade. Ele adverte, porém, que “se a pessoa se apegar demais à fantasia, como se fosse verdade, pode ser problemático.”