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Drones atacam maior refinaria de petróleo do mundo na Arábia Saudita

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Internacional

Drones atacam maior refinaria de petróleo do mundo na Arábia Saudita


Refinaria foi alvo de ataques (Foto: Reprodução / Youtube)
Refinaria foi alvo de ataques (Foto: Reprodução / Youtube)

Drones atacaram ontem a maior refinaria de processamento de petróleo do mundo na Arábia Saudita e um grande campo de petróleo operado pela gigante estatal saudita Aramco, anunciou o Ministério do Interior do país. Os ataques provocaram um grande incêndio.

“Às 4h (horário local), equipes de segurança industrial da Aramco começaram a lidar com incêndios em duas de suas instalações em Abqaiq e Khurais, que foram provocados por drones. Os dois incêndios já foram controlados", afirmou um comunicado do Ministério do Interior saudita.

O comunicado destacou que uma investigação foi aberta após o ataque.

Rebeldes islâmicos houthis, do Iêmem, assumiram a autoria dos ataques na refinaria em Abqaiq, e no campo de Khurais, no leste do país. O grupo disse que enviou dez drones para promover os bombardeios e prometeu ampliar os ataques contra a Arábia Saudita, que lidera uma coalizão militar contra eles no Iêmen.

A extensão dos danos não está clara. Jornalistas não foram autorizados a se aproximarem das instalações, que tiveram a segurança reforçada. Em vídeos divulgados na internet, aparentemente gravados em Abqaiq, é possível ouvir sons de tiros e ver no horizonte muita fumaça e as chamas na refinaria.

A refinaria em Abqaiq é a maior planta de estabilização de petróleo do mundo. A unidade processa petróleo bruto que depois é transportado, por oleodutos, para regiões no Golfo Pérsico e no Mar Vermelho. Estima-se que o local processe até 7 milhões de barris de petróleo bruto por dia.

TENSÃO

O ataque deve aumentar ainda mais as tensões no Golfo Pérsico, em meio ao confronto entre Estados Unidos e Irã sobre o acordo nuclear assinado com o país árabe e as potências mundiais .

A crise com o Irã começou após o presidente americano Donald Trump ter retirado os Estados Unidos do acordo nuclear assinado em 2015 pelos dois países com a participação ainda da Rússia, da China, do Reino Unido, da França e da Alemanha


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