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Dragagem ainda não trouxe os resultados esperados
Tribuna Livre

Dragagem ainda não trouxe os resultados esperados

As obras de dragagem no Porto de Vitória foram concluídas em outubro de 2017. A tão esperada dragagem previa que o canal passaria de uma profundidade de 11,7 metros para 14 metros e de 11,7 metros para 13 metros, na bacia de evolução – área central da baía, onde os navios giram para sair depois de carregados.

Já o calado, medida da profundidade máxima a que poderia chegar o fundo do navio, após carregado, que era de 10,6 metros passaria para 12,5 metros.

Quase dois anos se passaram, e apesar das melhorias anunciadas, ainda se aguarda resolução de algumas condicionantes impostas pela Marinha e pela Praticagem à Codesa para que o Porto de Vitória usufrua dos benefícios da dragagem, como por exemplo, estudos de manobrabilidade e adequação da sinalização náutica para entrada e saída de navios maiores.

Entretanto, as condicionantes impostas ainda não foram realizadas. O calado, distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa do navio, continua em 10,67 metros. Apenas após realização das condicionantes, alcançaremos 11,2 metros de calado, podendo chegar a 12,5 metros com maré.

Além disso, as empresas Operadoras Portuárias estão preocupadas devido ao risco de assoreamento e perda da dragagem de aprofundamento realizada, pois além do aprofundamento, é necessária a dragagem de manutenção.

É através do Porto de Vitória que é escoada a safra de café, além de rochas, veículos, fertilizantes, cargas gerais e diversas outras, sendo o Porto fator determinante para crescimento da economia capixaba.

Importante lembrar também que quando se fala em logística, não podemos falar de apenas um modal. Trata-se de todo um sistema, que precisa ser interligado e bem integrado. Até porque, dada a extensão territorial do Brasil, indevidamente temos uma predominância do transporte rodoviário de cargas, quando deveríamos investir mais na cabotagem e no transporte ferroviário. Como a qualidade das nossas estradas deixa a desejar, temos problemas como perda de carga e atrasos por deficiências no trânsito. Sem contar a violência, que faz do Brasil um dos piores países do mundo para o setor de transporte rodoviário.

No caso específico do Espírito Santo, temos um grande desperdício de potencial, com um litoral extenso e bem localizado, que poderia atender a grande parte do Brasil. Mas enfrentamos problemas com estradas e a profundidade dos nossos portos. Um exemplo da importância da profundidade no porto é que cada centímetro a menos de calado deixa-se de embarcar oito contêineres por navio. O prejuízo pode passar de US$ 1,5 milhão.

A solução para esse grande problema não existe em curto prazo. Exige investimento em infraestrutura com um planejamento bem feito, ouvindo todos os setores, para que todos os modais funcionem com eficiência.

O trabalho integrado de todos os envolvidos é fundamental para que o setor se fortaleça e dê ao Brasil condições de ser competitivo, pois não adianta termos boas estradas com portos ineficientes e vice-versa.

O Porto de Vitória, que não atende em sua totalidade às necessidades atuais do comércio exterior capixaba, corre o risco de perder a janela de oportunidade que surgiu com o acordo recente entre Mercosul e União Europeia, que prevê duplicação do volume de cargas que podem ser exportadas pelo Espírito Santo. Estaremos prontos?!

Marcos Lopes é gerente executivo do Sindiopes.

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