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Doces e refrigerantes podem agravar labirintite
AT em Família

Doces e refrigerantes podem agravar labirintite

 (Foto: Antonio Moreira)
(Foto: Antonio Moreira)
O uso excessivo de alimentos como café, refrigerantes, doces e massas podem desencadear a labirintite, termo utilizado por grande parte da população para designar uma doença capaz de comprometer tanto o equilíbrio quanto a audição, pois afeta o labirinto, que é a estrutura do ouvido constituída pela cóclea (audição) e pelo vestíbulo (equilíbrio).

Pesquisa recente realizada pela Universidade Federal de São Paulo mostra que a vertigem, que é o principal sintoma da labirintite, atinge cerca de 33% das pessoas em algum momento da vida. Na terceira idade, a doença se torna mais frequente, podendo atingir até 65% dos idosos.

A médica especialista em otorrinolaringologia Fábia de Sá explicou que a doença faz com que o paciente tenha dificuldade de se locomover, além de provocar sudorese excessiva e fortes dores de cabeça.

Ela lembrou que os sintomas – tontura, perda do equilíbrio, náusea, enjoos e sensação de cabeça oca – costumam piorar com a movimentação rápida do pescoço para um lado e para o outro, e também quando a pessoa levanta muito rápido.

“A labirintopatia é decorrente de alterações metabólicas. Níveis altos de colesterol, triglicérides, ácido úrico e açúcar podem provocar mudanças nas artérias, reduzindo a quantidade de sangue circulando nas áreas do cérebro e do labirinto”, explicou a médica.

Fábia lembrou ainda que os maus hábitos ajudam a piorar os sintomas, assim como o estresse, que também é um vilão do corpo saudável.

“Pessoas que levam uma vida desregrada, que são estressadas e abusam do álcool e dos cigarros, do refrigerante e do café, e quem não faz atividades físicas, têm mais facilidade de desenvolver a doença”, explicou.

Alguns tipos de labirintite, destacou a médica, podem ter perdas auditivas flutuantes. “Usando a medicação para labirintite, a audição tende a voltar para os níveis normais”, frisou a especialista.

O diagnóstico da labirinte é clínico e feito exclusivamente pelo otorrinolaringologista. “Se forpositivo, é preciso identificar o fator desencadeador da doença e cuidar para que ela não apareça”, disse a médica, que também respondeu às perguntas dos leitores de A Tribuna.

 (Arte: André Felix)
(Arte: André Felix)
O QUE É LABIRINTITE?
MARIA DA PENHA RAMOS, 36, autônoma
É a infecção de um órgão do corpo humano chamado labirinto, composto pela cóclea e pelo vestíbulo – e que compromete tanto o equilíbrio quanto a audi- ção do indivíduo.

O ESTRESSE PODE CAUSAR A DOENÇA?
JULIANA ABREU, 40, jornalista
O estresse e a ansiedade influenciam no desencadeamento da sensação de tontura.

MAUS HÁBITOS PIORAM A LABIRINTITE?
CARLOS MOREIRA, 61, agricultor
Sim. O aumento da taxa de açúcar, colesterol e triglicerídeos no sangue favorece o aparecimento da doença. O uso excessivo de café, refrigerantes e doces também pode causar infecções no labirinto. Quem tem intolerância à lactose também pode ter esses efeitos sobre o labirinto.

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO DA DOENÇA?
ANA MARIA LOPES, 54, técnica bancária
Pessoas que fumam, bebem grande quantidade de álcool e de café, estão sempre estressadas e não fazem atividade física são mais propensas a desenvolver a labirintite.

SE TIVER LABIRINTITE, EU PERCO A MINHA AUDIÇÃO PARA SEMPRE?
JOSÉ ALBERTO SANTOS, 28, estivador
Alguns tipos de labirintite podem ter perdas auditivas flutuantes, então conforme o paciente for usando a medicação correta, a audição tende a voltar para os níveis normais.

COMO É FEITO O TRATAMENTO?
SANDRA DE SOUZA, 39, funcionária pública
Com exercícios de reabilitação vestibular e fisioterapia, além do uso de medicamentos que ajudam a controlar vertigens originadas de disfunções do labirinto. Tratar doenças que podem estar desencadeando a vertigem, com o uso de antibióticos e anti-inflamatórios, e fazer a reabilitação para doenças neurológicas, como a enxaqueca, também podem auxiliar na eficácia do tratamento.

TEM CURA?
AMANDA MENDONÇA, 21, universitária
A labirintite pode ter cura, mas isso depende da sua causa e da realização correta do tratamento, com uso de remédios e fisioterapia.


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