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Diarista afirma que pediu a Deus para não morrer durante ataque de ex

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Diarista afirma que pediu a Deus para não morrer durante ataque de ex


 (Foto: Dayana Souza)
(Foto: Dayana Souza)

Desespero, dor e sofrimento. Esses foram os momentos vividos pela diarista Marciane Pereira dos Santos, 36, em setembro do ano passado, ao ser encurralada em sua casa pelo ex-marido, o cadeirante André Luiz dos Santos, que ateou fogo em seu corpo, em Jardim Tropical, na Serra.

Após 152 dias internada (cinco meses) no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, a diarista terá alta hoje, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde. Marciane teve 40,5% do corpo queimado. As queimaduras de segundo e terceiro graus atingiram a face, pescoço, tronco e membros. Ela precisou amputar a perna esquerda e perdeu os dedos da mão direita.

Em entrevista à reportagem de A Tribuna, a diarista relatou os momentos de angústia que passou ao ver o corpo tomado pelas chamas.

“No momento, a única coisa que consegui fazer foi pedir a Deus para não morrer. Falei com Deus que eu tinha dois filhos para cuidar.” Muito emocionada, Marciane contou que estava separada do agressor quando o crime aconteceu.

“Não estávamos mais juntos. Ele sempre foi de me xingar, mas nunca tinha me agredido dessa forma. No dia da agressão ele veio com uma faca para cima de mim e, quando fui subir a escada, ele jogou o álcool em mim e colocou fogo”, relembra.

Socorrida por vizinhos, foi levada para o hospital, onde ficou 50 dias internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). No Centro de Tratamento de Queimados do Jayme, Marciane recebeu todos os cuidados para que pudesse se recuperar.

“Fui muito bem tratada aqui e vi o esforço que fizeram para que eu pudesse estar viva. Só tenho a agradecer.” Ansiosa para voltar para casa, a diarista disse que sente falta dos filhos. “Quero muito vê-los, o que mais tenho desejado é estar com eles.”

Quem esteve ao lado dela durante todo o tratamento foi a irmã, a dona de casa Rosiane dos Santos, 46. “Pensei que iríamos perdê-la, mas hoje é conhecida como Vitória. Ela é uma guerreira.”
Na época do crime, o agressor foi indiciado por tentativa de homicídio e encaminhado para o Centro de Triagem de Viana, onde está preso.

“Quero só ficar com meus filhos”

 (Foto: Dayana Souza )
(Foto: Dayana Souza )
Sentindo-se feliz e grata pela nova oportunidade de vida, a diarista Marciane Pereira dos Santos, de 36 anos, conversou com A Tribuna e contou sobre o dia em que teve o corpo queimado pelo ex-marido, o cadeirante André Luiz dos Santos, e o que espera agora que vai retornar para casa.

A TRIBUNA – Seu ex-marido já havia te agredido antes?
Marciane Pereira – Ele costumava me xingar, mas nunca tinha me agredido. Não estávamos mais juntos, mas ainda morava de favor em uma casa no quintal da mãe dele. Por isso, ele achava que tinha domínio sobre mim. No dia da agressão ele já tinha vindo para cima de mim com uma faca e, no momento em que fui subir a escada, ele jogou álcool em mim e colocou fogo.

O que passou na sua cabeça no momento da agressão?
A única coisa que conseguir fazer foi pedir a Deus que não morresse, porque tinha dois filhos para cuidar. Minha filha viu tudo e começou a gritar perguntando o motivo dele estar fazendo aquilo comigo. Estive com ele durante oito anos e cuidei dele. Ele sempre foi ciumento, mas nunca pensei que chegaria a isso.

Você lembra dos momentos em que passou no hospital?
Não me lembro de nada. Acredito que tenha sentido dor, mas nem disso me lembro. Até quando minha perna foi amputada, não lembro, mas quando o médico me contou, fiquei triste, mas agradeci por estar viva. Quando recuperei a memória, quis ver meus filhos e há poucos dias vi minha filha. Para mim foi emocionante, pois estava com muita saudade. Naquele momento vi que Deus me ama e me deu mais uma oportunidade de estar com eles. Sei que sou um milagre.

Agora que vai para casa, o que mais deseja fazer?
Quero estar com meus filhos e família e quero muito comer melão. A minha irmã (Rosiane dos Santos), me ajudou e ajuda bastante, eu a amo muito e sou grata por tudo o que ela faz por mim.

Entenda o caso


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