Luiz Mantovani


Desequilíbrio do elenco derruba Fla

Maurício Barbieri (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Maurício Barbieri (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Tempos atrás, prevemos aqui a forte possibilidade de o Flamengo passar este ano sem um título importante (o carioca não conta), em função do mau planejamento de seu elenco.

Os desequilíbrios são evidentes. O time não tem laterais de qualidade, nem direito nem esquerdo, falta um zagueiro de velocidade e boa impulsão para jogar ao lado de Réver e até hoje o treinador não encontrou um centroavante que se encaixe no esquema tático.

A melhor saída para o ataque, Barbieri teima em não enxergar. Do jeito que arma o Flamengo, nenhum trombador vai conseguir acertar. Até mesmo Guerrero, dono de alguma intimidade com a bola, não era mais a solução.

Contra o América, por exemplo, se tivesse começado com Marlos no lugar do caneludo Henrique Dourado, o time poderia ter criado mais jogadas de gol. Para o aproveitamento de Dourado, só mesmo cruzando bolas na área. Mas aí não temos laterais capazes de ir à linha de fundo e jogar a bola na cabeça do atacante. Ou chutam no corpo do zagueiro que dá combate ou na cabeça dos adversários.

Barbieri, aos poucos, vai se enrolando em seus próprios erros. Agora, em Minas, falhou nas substituições. Na maioria das vezes, peca por insegurança. Pensa demais quem vai tirar do time e quando mexe já não dá mais tempo para nada.

Se a diretoria atual merece 10 por sua ação administrativa, reorganizando o clube, especialmente no aspecto financeiro, no futebol sua performance é zero. Desde o primeiro ano de mandato, Eduardo Bandeira e seus auxiliares falham na formação do elenco. Tomara que as coisas mudem por lá e no ano que vem o Flamengo tenha gente mais competente para tocar o futebol, maior razão da existência do clube.