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Descoberto planeta duas vezes maior do que a Terra


Projeção do Wolf 503b (à direita) em frente à estrela equivalente ao Sol: estudos para rastrear presença de água (Foto: Divulgação)
Projeção do Wolf 503b (à direita) em frente à estrela equivalente ao Sol: estudos para rastrear presença de água (Foto: Divulgação)

Uma equipe de astrônomos canadenses, americanos e alemães, usando o telescópio espacial Kepler, da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), descobriu um novo planeta fora do nosso Sistema Solar, e que é duas vezes maior do que a Terra. O corpo celestes recebeu o nome de Wolf 503b. As informações são da Agência Brasil.

A descoberta foi liderada por Merrin Peterson, uma jovem estudante que iniciou seu mestrado recentemente no Instituto de Pesquisa de Exoplanetas (iREx) da Universidade de Montreal, no Canadá.

O Wolf 503b se encontra a cerca de 145 anos-luz de distância da Terra, próximo à constelação da Virgem. Ele completa a órbita em torno de sua estrela a cada seis dias. O que significa que ele está 10 vezes mais próximo de seu Sol do que Mercúrio está do nosso.

Outra curiosidade verificada graças ao uso do telescópio Kepler é que a maioria dos planetas na Via Láctea tem dimensões parecidas com as do Wolf 503b.

Como não há equivalente ao novo corpo celeste em nosso Sistema Solar, os astrônomos querem saber se esses exoplanetas são “super-Terras” pequenas e rochosas ou mini-versões gasosas de Netuno (o Gigante Gasoso).

O Wolf 503b possui um raio próximo da chamada Faixa de Fulton (exoplanetas com dimensões entre 1,75 e 3,5 vezes as da Terra) e possui uma estrela que é suficientemente brilhante para permitir seu estudo mais detalhado. Com isso, o grupo de cientistas afirma que o sistema do novo planeta é ótimo para que sejam feitas novas pesquisas, tanto com os telescópios modernos como com o telescópio infravermelho James Webb, que está senco construído e deve entrar em operação em 2021.

Os especialistas esperam poder calcular a massa do exoplaneta e, assim, conhecer melhor sua composição, usando a técnica conhecida como espectroscopia de trânsito. No futuro, será possível rastrear a presença de moléculas de hidrogênio e água, estabelecendo se a atmosfera é similar à Terra ou completamente diferente dos demais planetas do nosso Sistema Solar.