Luiz Fernando Brumana

Luiz Fernando Brumana

Deadpool 2 aposta em ainda mais piadas

 (Foto: Divulgação)
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Pouco mais de um ano após o primeiro filme, chega aos cinemas essa semana Deadpool 2, a continuação da inusitada franquia do mercenário tagarela. Um filme que segue o mesmo ritmo do anterior, porém intensifica as piadas e as cenas de ação, itens que podem ser facas de dois gumes.

Fiel às HQs, a produção foi o maior acerto da 20th Century Fox em 2017. A aposta em um herói pouco ortodoxo, tamanha a violência e brincadeiras sexuais, fez com que a classificação fosse elevada para 18 anos. Como o proibido gera curiosidade, o longa-metragem foi um sucesso de crítica e de público, conseguiu faturar US$ 783,1 milhões e influenciou a indústria.

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Para o protagonista, Ryan Reynolds, foi a chance de provar que nem todos os seus projetos são duvidosos – leia-se Lanterna Verde e A Proposta, que considero uma comédia romântica aceitável. Ele, inclusive, abraçou esse trabalho como um filho. É o produtor e roteirista, ou seja, responsável por muitas das piadas.

Talvez, por isso, que diversas vezes os diálogos façam alusão à sua própria carreira ou brincadeiras que, para o público pouco envolvido com a indústria hollywoodiana, será difícil compreender. São muitas piadas por minuto, o que faz com que algumas se percam ou pareçam fora do time. A culpa não é só do roteiro, essa é uma característica original do personagem, presente também nos quadrinhos.

O destaque, entretanto, são as referências à concorrente da Marvel (universo onde o herói está inserido): a DC Comics e seus filmes; assim como as citações sobre cultura pop, uma tendência que está sendo seguida à risca em quase todas as produções recentes voltadas para os jovens. A cena final é realmente muito boa.

Há muitas sequências de ação, algumas bem construídas – como as que envolvem a mutante Dominó (Zazie Beetz) – outras nem tanto. Nenhuma delas, porém, chega a ser tão bem coreografada como aquela de início do primeiro filme.

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É um longa-metragem com orçamento maior que o anterior (US$ 100 milhões contra US$ 58 milhões) e com mais personagens. O viajante do futuro Cable, Josh Brolin (o Thanos de Vingadores: Guerra Infinita), cumpre o que foi sugerido, mesmo que pareça aquele papel que já vimos em diversas franquias. Há também um casal lésbico de heroínas presente em algumas cenas, o que é um acerto. Vale destacar que, na indústria do cinema, qualquer diversidade começa a ser inserida de forma lenta e gradual.

Também por ter mais verba, a música tema do filme é de ninguém menos que Celine Dion e, mesmo que pareça que vai destoar da proposta, é muito bem utilizada, principalmente nas cenas que aparece a brasileira Morena Baccarin, par romântico do herói.

Portanto, há algumas ousadias e acertos no filme, principalmente no que diz respeito aos coadjuvantes. Deadpool é o mesmo do primeiro longa e entrega aquilo que é esperado: humor de duplo sentido e ação com muito sangue.  Porém, em velocidade bem maior que na vez anterior. Quem gosta do personagem vai rir em alguns momentos. Os demais vão até se divertir na espera do próximo filme de super-heróis.