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Dê um tempo para um osso quebrado
Doutor João Responde

Dê um tempo para um osso quebrado

“Em quanto tempo minha fratura estará consolidada?” Certamente esta é uma pergunta muito comum na ortopedia, mas que não pode ser respondida de uma única maneira.

Fraturas em crianças têm potencial de remodelação óssea maior do que em adultos e em idosos, além de possuírem metabolismo mais acelerado, o que de maneira geral pode apressar a consolidação. Além disso, os ossos são menores e isso também torna o processo mais rápido.

Em casos de fratura exposta, o osso fraturado se expõe para fora da pele. Caso esteja associado à perda de músculos, de vasos sanguíneos, de pele e até de parte do osso, facilita o aparecimento de processo infeccioso, retardando a consolidação óssea.

Para que haja formação da ponte óssea entre as extremidades fraturadas, estas devem estar próximas e bem alinhadas. Se os ossos estiverem desalinhados ou não houver bom contato, pode gerar consolidação inadequada ou uma não remodelação do osso.

A calcificação óssea requer a utilização de energia e nutrientes. Pacientes debilitados ou com alterações metabólicas terão maior dificuldade para resolução de um osso fraturado.

Estes são apenas alguns fatores que definem o tempo de tratamento de uma fratura, lembrando que o processo de consolidação óssea é um processo biológico, de intenso metabolismo.

Fratura óssea é a perda da continuidade de um osso, que o divide em dois ou mais fragmentos. São acontecimentos muito frequentes. Algumas fraturas são tão simples que nem chegam a ser percebidas ou resolvem-se espontaneamente, mas outras podem ser tão graves que acarretam risco de morte.

Fraturas podem ocorrer aleatoriamente a todas as pessoas, embora haja uma maior incidência em certos grupos específicos, como em mulheres após a menopausa, em função da osteoporose, e em idosos, devido ao maior número de quedas e à fragilidade óssea e muscular que ocorrem na terceira idade.

Os traumatismos que incidem sobre os ossos com forças superiores à sua capacidade de deformação são as causas mais frequentes de fraturas. Isso acontece, sobretudo, em quedas, pancadas e acidentes, mas há também fraturas que ocorrem devido a impactos mínimos ou até espontaneamente, chamadas fraturas patológicas, as quais se devem a um anormal enfraquecimento dos ossos, como acontece em cânceres, por exemplo.

Ossos quebrados provocam dores, edemas, incapacidade total ou parcial de movimentos, deformidades e posturas anormais, hematomas, lesões cutâneas, infecções, etc.

Existe uma grande variedade de fraturas. Elas podem ser múltiplas ou únicas, por encurtamento muscular violento ou por torção, completas ou incompletas, oblíquas, epifisárias, fechadas ou abertas, entre outras.

Costuma-se chamar de politraumatizado ao paciente que tenha sofrido, ao mesmo tempo, várias fraturas num mesmo ou em diversos ossos. Fraturas cominutivas são aquelas em que o osso se parte em vários pequenos fragmentos.

Fraturas podem culminar com complicações, considerando que a imobilização de um membro fraturado motiva a perda mineral do osso e, caso seja nos membros inferiores, há uma tendência à formação de trombos.

Fraturas expostas podem provocar infecções ósseas graves devido à baixa irrigação sanguínea e escassez de células vivas nos ossos.

Em situações de fratura, é importante tomar algumas precauções para não ocorrer piora no traumatismo, tais como: não movimentar o membro lesionado, não tentar colocar possíveis fragmentos de osso expostos para dentro, não provocar compressões sobre o local e não tentar recolocar o osso no lugar.

Cicatrizar uma fratura é utilizar o trabalho de repouso, reconciliando aquilo que a carne quer com aquilo que o osso pode.

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