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Da diversão à carreira dos sonhos

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Da diversão à carreira dos sonhos


“Ele vive jogando” era uma frase pejorativa até há muito pouco tempo. Só que a sociedade mudou: quem vive hoje para os jogos já está faturando até R$ 18 mil por mês, salário maior do que o da maioria dos cargos públicos disputados nos concursos Brasil afora.

No Espírito Santo, jovens estão seguindo os passos do norte-americano Kyle Giersdorf, de 16 anos, e fazendo dos jogos uma profissão. Eles treinam até seis vezes por semana, por cerca de 10 horas ao dia, e são acompanhados por uma equipe multidisciplinar com técnicos, professores e psicólogos.

Time de CS:GO capixaba já é destaque nos campeonatos. No último nacional, conseguiu a 8ª colocação em meio a 120 times e quer chegar ao 1º lugar (Foto: Thiago Coutinho/AT)
Time de CS:GO capixaba já é destaque nos campeonatos. No último nacional, conseguiu a 8ª colocação em meio a 120 times e quer chegar ao 1º lugar (Foto: Thiago Coutinho/AT)


Na última semana, Giersdorf venceu 100 oponentes e conquistou a maior premiação de um e-Sport (esporte eletrônico): R$ 12 milhões. Ele venceu no game Fortnite, tendência recente entre os gamers, aqueles que jogam frequentemente, e os jogadores de “fim de semana”.

O gerente da DXC Mega Arena, Gustavo Rodrigues, contou que aumentou muito o número de jovens que procuram a empresa para se especializar em games. “É uma área promissora que não enfrenta crise, já que o mercado de jogos superou o de cinema em nível mundial”, explicou.

O salário inicial para quem faz parte de um time no Estado já chega a R$ 2 mil, mais benefícios como alimentação, moradia e transporte. “O jogo virtual é inclusivo. Pessoas que têm todo tipo de limitação ou deficiência também podem se destacar nessa profissão”.

O time de CS:GO capixaba já é destaque nos campeonatos. No último nacional, conseguiu a 8ª colocação em meio a 120 times. Rodrigo Martins Gomes, Thiago Teixeira Amorim, Vinícius Nunes Santana, Henrique Filgueiras e Abraão Campagnac querem mais: estão de olho no 1º lugar.

“Meninos com supertalento estão mal aproveitados porque as famílias ainda sonham com carreiras tradicionais para eles. Mas estamos vencendo a barreira do preconceito dia após dia”, disse o coach do time, Ricardo Vaz de Melo.

Foco e muito treino para vencer

Foco, disciplina e muito, muito treino. Além de gostar de jogar, quem quer vencer na profissão de gamer precisa se dedicar 100%, estudar e se atualizar o tempo inteiro já que novos jogos surgem a todo momento.

O professor do curso de Jogos Digitais da Faesa Victor Hugo Korting explicou que, com a globalização do mercado, o profissional pode trabalhar em home-office e atender clientes do mundo inteiro.

Ricardo Thompson criou dois jogos, está projetando o terceiro e faz faculdade de Jogos Digitais no Estado (Foto: Dayana Souza/AT)
Ricardo Thompson criou dois jogos, está projetando o terceiro e faz faculdade de Jogos Digitais no Estado (Foto: Dayana Souza/AT)
Um dos maiores desafios, de acordo com ele, é concorrer com a mão de obra indiana e coreana, que é líder do mercado hoje pela qualidade do trabalho, cobrando preços extremamente baixos.

“Esse mercado é ótimo para empreendedores também. O Brasil hoje tem 400 empresas do ramo de jogos registradas e elas não precisam nem de espaço físico para existir, pois a maioria é vendida via mídia digital”, pontuou o especialista.

Mas Victor Hugo alerta: a área é bem remunerada para quem trabalha bem.

“Tem de estudar muito, ter foco, disciplina e ser um funcionário global. Falar inglês, ter conta digital para receber os pagamentos e conhecer fóruns da tecnologia que domina é fundamental”, ensinou o especialista.

A psicóloga Marcelle Paganini destacou que atrelar o interesse do jovem ao conhecimento dentro da sua área de interesse pode tornar o aprendizado mais eficaz.

“A mente humana assimila melhor associações atreladas ao prazer e divertimento do que a questões de obrigatoriedade e seriedade. Jogos de competição saudável fornecem ganhos em habilidades”, lembrou.

O técnico em jogos digitais Ricardo Thompson, 21, criou dois jogos e está no meio do projeto do terceiro. Ele sempre foi apaixonado por jogos e tecnologia em geral, mas estava disposto a fazer Ciências da Computação antes de saber que no Estado já tinha faculdade de Jogos Digitais. Ele não pensou duas vezes: embarcou no sonho.

“O mercado de jogos brasileiros é o segundo maior do mundo e está em expansão, já ultrapassou o cinema. O pouco que já atuei na área me deu realização profissional absurda, não me vejo fazendo outra coisa a não ser trabalhar em jogos”, contou o profissional.

Games devem alcançar 450 milhões de pessoas

A agência global de Marketing Newzoo, especializada no segmento de games, estima que o mercado de eSports (jogos eletrônicos) deve crescer quase 15% até o final deste ano.

A empresa ainda aponta que o público global da modalidade deve alcançar mais de 450 milhões de pessoas no mesmo período.

Em seu relatório de tendências para o ano que vem, a Newzoo destacou movimentos do mercado mundial da modalidade, tais como a multiplicação de campeonatos e o crescimento do número de torneios feitos em estádios de futebol.

A Newzoo frisou que o público terá novas experiências presenciais com os jogos eletrônicos, portanto, as arenas de competição de eSports vão invadir feiras, eventos e convenções. Um número maior de gamers também devem protagonizar campanhas publicitárias.

O jogo Fortnite, por exemplo, passou a ter um campeonato mundial este ano.

 (Foto: Reprodução Jornal A Tribuna)
(Foto: Reprodução Jornal A Tribuna)


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