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Criança de 12 anos já toma remédio para vício em games

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Criança de 12 anos já toma remédio para vício em games


Fernanda Mappa disse que o uso de medicação pode ser feito, pois dependência é um ato compulsivo (Foto: Leone Iglesias/AT)
Fernanda Mappa disse que o uso de medicação pode ser feito, pois dependência é um ato compulsivo (Foto: Leone Iglesias/AT)
Foi-se o tempo em que as crianças passavam horas na rua brincando de pique, bicicleta ou jogando bola. Atualmente, a preferência tem sido pelos eletrônicos, porém esse uso frequente preocupa pais e especialistas da área da saúde.

Há casos em que crianças e adolescentes precisam fazer uso de remédios para tratar as consequências da dependência, segundo especialistas.

“O uso de medicamentos pode ser feito, considerando que a dependência é um ato compulsivo. Observamos a dependência com uma intensidade maior a partir da adolescência, porém o uso abusivo pode ser visto desde a pré-adolescência. Já tive pacientes com 12 anos que precisaram fazer uso da medicação”, explicou a psiquiatra infantil Fernanda Mappa.

O vício em games foi oficialmente classificado como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a psiquiatra Janine Moscon, a medicação trata as consequências da dependência e não há um medicamento específico para a doença.

“Caso esse adolescente apresente níveis alto de ansiedade, sinais de depressão e dificuldades para dormir, o remédio irá tratar esses sintomas”, frisou.

De acordo com a médica, há casos em que crianças já agrediram os pais devido à dependência. “Recebi uma mãe com o olho roxo em meu consultório, porque ela desligou o computador do filho, de 11 anos. A agressividade é um sintoma do vício”.

De acordo com o neurologista infantil Thiago Gusmão, além do vício, o uso frequente dos games também pode causar obesidade, alterações visuais e distúrbio do sono.

“São diversos malefícios como agressividade, nervosismo e, quando a criança passa a maior parte do tempo no mundo virtual, ela também pode ter prejuízo do rendimento escolar”.

A psicóloga especialista em dependência virtual Roberta Vallory destacou que crianças e adolescentes com déficit de atenção podem desenvolver o problema devido ao vício nos jogos eletrônicos. “O importante é que os pais estejam atentos e supervisionem os filhos”, afirmou.

 (Foto: Jornal A Tribuna)
(Foto: Jornal A Tribuna)

 (Foto: Jornal A Tribuna)
(Foto: Jornal A Tribuna)

Alerta contra dependência: Pais limitam o horário dos filhos

Para evitar a dependência de jogos e aparelhos eletrônicos, especialistas recomendam que os pais determinem limites aos filhos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), crianças de 2 anos a 5 anos não devem passar mais de uma hora em frente às telas de celulares ou televisores.

A Farmacêutica Sandra Franco não deixa que  Davi e Enrico fiquem mais de uma hora na frente do celular ou  TV (Foto: Beto Morais - 27/04/2019)
A Farmacêutica Sandra Franco não deixa que Davi e Enrico fiquem mais de uma hora na frente do celular ou TV (Foto: Beto Morais - 27/04/2019)

A psicóloga especialista em dependência virtual Roberta Vallory destacou que os pais devem orientar o uso e estipular tempo. “O máximo recomendável é o uso de uma a duas horas por dia”, afirmou.

O neurologista Thiago Gusmão destacou que muitas atividades midiáticas aumentam o tempo das crianças no mundo virtual.

“Essa exposição pode deixar as crianças menos sociáveis, com ansiedade maior e pode refletir em distúrbio do sono”, destacou.

Quem tem seguido esse conselho é a farmacêutica Sandra Franco, de 41 anos, que tem um cuidado especial com os filhos Enrico, 4, e Davi, 7. Ela não deixa que os filhos fiquem mais de uma hora na frente do celular ou TV e gosta de dar outras opções de atividades para eles se divertirem.

“Procuro ver o que eles estão assistindo e sempre dou a opção de atividades ao ar livre, como andar de bicicleta, já que tenho tempo integral para eles”, contou.

Já a dona de casa Juliana Fagundes, 34, relatou que o filho Asafe, 9, só pode jogar videogame três vezes na semana.

“Ele só pode jogar quando acaba as tarefas e por uma hora e meia. Também avalio os jogos. Os jogos com tiro, sangue e que são violentos, ele não tem acesso”, relatou.

A médica Lívia Bruna Holzbach afirmou que os pais devem adotar algumas medidas para evitar que os filhos tenham contato prematura com as telas.

“Uma forma de não estimular a criança com a tela, principalmente antes de dormir, é evitar colocar televisão no quarto e durante o dia incentivar o hábito de brincar com brinquedos que estimulem seu raciocínio, lógica, habilidades motoras e a socialização”, recomendou.


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