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Contexto do uso da expressão “fake news” passa pela política
Tribuna Livre

Contexto do uso da expressão “fake news” passa pela política

Além de idealmente ser uma disputa de agendas e alternativas políticas, as eleições também são um embate de versões. Vimos isso ao longo do nosso período eleitoral em 2018, considerado como um dos mais polarizados e disputados desde a redemocratização. E, neste contexto, a verdade pode estar matizada, ou mesmo ausente.

E é aqui que entra em campo o que tem sido chamado de “fake news”, um conceito que tem se mostrado, antes de tudo, político e que, recentemente, passou a ser de uso comum para buscar deslegitimar como mentiroso o discurso adversário.

Não é preciso dizer que essa prática de deslegitimação é uma arma política antiga. O mesmo não ocorre com o termo popularizado agora.

Vejamos os principais exemplos: as pesquisas por “fake news” no Google dos Estados Unidos vai dar seu primeiro grande salto a partir do final de 2016, segundo aponta a ferramenta Google Trends.
Esse período coincide com a fase final das eleições americanas.

Mas as buscas ganharam força com a divulgação de que a Rússia teria colaborado com a eleição de Donald Trump por meio da divulgação de “fake news” contra a adversária Hillary Clinton.

A importância recente em torno da expressão “fake news” também pode ser vista a partir do momento em que os jornais dos Estados Unidos passaram a citar o termo, considerando suas contas oficiais no Twitter.

The New York Times, Washington Post e CNN têm conta no Twitter desde 2007. Mas o salto relevante no número de menções começou em 2016.

The New York Times passou de duas citações em 2015 para 42 em 2016. Washington Post também passou de duas vezes em 2015 para 53 em 2016. E, até 2015, a CNN não havia feito citações, mas fez 42 em 2016. Vale reiterar que essas referências foram dentro do contexto temporal e semântico das eleições que ocorriam no país em 2016.

A França também experimentou a popularização de “fake news” dentro de cenário político. As pesquisas a partir do território francês obtiveram seu primeiro pico em maio 2017. Naquele período, o país estava elegendo Emmanuel Macron como presidente.

Não por coincidência, as referências ao termo “fake news” pelos principais jornais do país só começaram a partir de 2017. Neste caso, foi considerado o Twitter do Le Monde, Le Fígaro e Libération

E na situação do Brasil o contexto é o mesmo. As pesquisas por “fake news” tiveram seu auge em outubro de 2018, no decorrer do 2º turno das eleições.

Além disso, as referências no Twitter dos principais jornais do país também só começaram a partir de 2017, problematizando o cenário que poderia ser verificado nas eleições do ano seguinte.

A jornalista Teresa Perosa cita três fatores que teriam criado um ambiente propício para essa disseminação.

O primeiro seria o ambiente de alta polarização política, que não favorece nem o debate racional nem o apreço pelo consenso.

O segundo é a descentralização da informação, por causa da ascensão de meios de comunicação alternativos e independentes, propiciada pela internet.

Parte dos novos canais contariam com uma agenda política, e seus compromissos propagandísticos e ideológicos suplantariam qualquer compromisso com informação factual.

O terceiro fator é o ceticismo generalizado entre as pessoas quanto às instituições políticas e democráticas – sendo os principais alvos os governos, os partidos e os veículos de mídia tradicional.

Ezequiel Vieira é analista de mídias sociais e pós-graduando em Comunicação e Marketing Digital.


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