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Colégio Americano: para onde vão nossas memórias?
Terrence Saldanha

Colégio Americano: para onde vão nossas memórias?

Uma parte da história do Estado vai ao chão com a demolição da antiga sede do Colégio Americano (Foto: Leone Iglesias/AT)
Uma parte da história do Estado vai ao chão com a demolição da antiga sede do Colégio Americano (Foto: Leone Iglesias/AT)

Um provérbio chinês adverte que não se deve voltar ao lugar onde você foi feliz um dia. Ex-alunos e ex-professores do Colégio Americano Batista de Vitória evitem, portanto, passar pelas ruas Loren Reno e Washington Pessoa no Centro de Vitória. Melhor guardar distância da Praça Misael Pena e da ladeira Dom Fernando, por onde passavam os alunos que se dirigiam para a Cidade Alta após as aulas.

A escola no Centro marcou época na história do Espírito Santo. Foi modelo na educação e no esporte. Ali estudaram jovens que seriam destaque no cenário político e nas mais variadas profissões.

Para quem passou por seus portões (dezenas de milhares) é doloroso ver as máquinas jogando abaixo os anexos onde funcionaram cursos profissionalizantes – pioneiros e de grande qualidade – e as quadras onde craques do basquete, vôlei, Handebol e futebol de salão encantavam com suas habilidades.

A grandeza daquela fase do Colégio Americano estava ligada em grande parte à possibilidade de atender as classes média e média alta que então residiam no Centro da cidade. O que não impediu que um grande número de jovens com menor poder aquisitivo pudesse estudar ali, auxiliados por bolsas de estudos que tiveram impulso fundamental em suas vidas.

Quando as famílias tradicionais migraram para a Zona Norte, foi decretada a decadência econômica gradual de toda a região central de Vitória e consequentemente das empresas que prestavam serviço a esse público.

A economia talvez explique por que a velha sede do Centro está sendo jogada ao chão, mas não consola. Em um outro cenário, talvez a memória de tantos ex-alunos, atletas e educadores fantásticos pudesse ser melhor preservada.

E principalmente, as paredes não iriam abaixo. Aquelas paredes guardavam histórias. Para onde elas vão agora?


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